23 de Outubro de 2014

O TESTEMUNHO DE UMA DESCOBERTA

A Teosofia é Ética, é Altruísmo, é uma Vida Correta


Sílvia Caetano de Almeida



Helena P. Blavatsky (1831-1891)

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O texto a seguir foi publicado
pela primeira vez no boletim eletrônico
O Teosofista”, edição de janeiro de 2012.

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Creio que todo aspirante a teosofista tem uma história a contar a respeito de sua caminhada. Peço então licença para falar da minha própria experiência. Nasci e fui educada na linha da igreja católica. Mais tarde, ainda na juventude, conheci o espiritismo e dele me aproximei com bastante curiosidade. Tornei-me espírita. Entretanto, não conseguia me ligar a nenhum trabalho nesta área. Eu apenas lia.

Li também, ainda na juventude, algumas obras da Sociedade Teosófica de Adyar. Mas não me prenderam muito a atenção, e não procurei outras. Logo depois casei e vieram as responsabilidades de esposa e mãe, e meu tempo reduziu bastante. Continuava lendo, mas, mesmo ainda lendo obras espíritas, o meu autor preferido era Huberto Rohden.  

Já na idade madura, quando o espiritismo parecia não mais me satisfazer, li alguns livros de Ramatís. Fiquei encantada com o seu espiritualismo universalista. Na sequência, tive contato com o “esoterismo”. Conheci vários sites, alguns um pouco fantasiosos em minha opinião. Mais tarde vim a saber que se tratava, na verdade, do pseudo-esoterismo.

Eu tinha sede de conhecimento. Continuando na minha busca, descobri um Centro de Irradiação Mental (ligado ao Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, CECP), em minha cidade. Eu me filiei e frequentei regularmente durante um ano e meio. Nesse período, li um pouco sobre a rosa-cruz, a cabala e alguns livros de Eliphas Levi, emprestados da biblioteca do CECP.

Mas logo percebi que estivera um pouco equivocada. Eu ainda não havia encontrado o que procurava. Entretanto, foi lá, no CECP, que encontrei o fio da meada que me conduziu à Teosofia: encontrei na biblioteca um livro de H. P. Blavatsky. Em seguida, comprei dois livros de H. P. B.: “Ocultismo Prático” e “A Sabedoria Eterna”, da Editora Pensamento.  Então pude perceber que o manancial de luz presente nos ensinamentos de H. P. B. era capaz de aplacar a minha sede.

Eu havia visto em um livro espírita, 25 anos atrás, referências a uma “doutrina secreta” seguida “por poucos” e reservada aos “iniciados”, o que muito chamou a minha atenção. Mas não sabia na época onde buscar mais informações.

Como já dispunha de novos recursos, comecei a vasculhar a internet à procura de outros livros de H. P. B. Consegui comprar o volume I de “A Doutrina Secreta”. Agora toda a minha busca girava em torno de Helena P. Blavatsky, tão grande foi a afinidade desde o começo.

Como deplorei não ter vivido no século XIX e nem tê-la conhecido! Senti, naquela ocasião, como se tivesse encontrado alguma coisa perdida há muito tempo e que me era muito preciosa. Vi referências a um livro chamado “Luz no Caminho”, de Mabel Collins. E foi procurando este clássico da literatura teosófica, que eu não encontrara nas livrarias, que descobri o artigo A Luz no Caminho [1] e o website  www.FilosofiaEsoterica.com . Desde então tornou-se o único site em que eu pesquisei, até ingressar no e-grupo SerAtento, meses depois, em março de 2010.

Durante algum tempo fui uma leitora um tanto silenciosa no SerAtento. Lia as mensagens antigas do e-grupo, lia o máximo que podia do referido site e também livros de que eu já tinha indicação e sabia onde encontrar. A Teosofia original de H. P. B. já fazia parte da minha vida de uma forma intensa. Estava começando a estudar Teosofia com pessoas da minha família. Tentava repassar o que aprendia, usando textos de www.FilosofiaEsoterica.com  , e também enviava pequenas mensagens por e-mail a muitas pessoas, falando dos ensinamentos da Teosofia.

Sentia-me, entretanto, ainda muito limitada para participar, ao lado de outros Atentos, de um trabalho que considerava grandioso!  Até que a atmosfera que fui criando em torno de mim, com as leituras, a própria afinidade com a Teosofia, com H. P. B. e os Mestres, fez despertar em mim a coragem de falar no Atento do que eu estava sentindo no mais íntimo do meu verdadeiro Ser.

Então consegui escrever com o coração e sem medo de errar.

Recebi na sequência um convite/sugestão de que talvez já fosse o momento de pensar em me associar à LUT, tendo em vista a minha afinidade com a Teosofia. Associei-me à LUT em seguida, em dezembro de 2010.

Só agora estou começando a enxergar que a vida é feita de desafios. A Teosofia provocou uma verdadeira revolução em meus pensamentos e em minha vida. Hoje o meu ideal é conseguir demonstrar que a Religião-Sabedoria é a coisa mais sagrada e mais pura e verdadeira de que dispomos para buscar a autotransformação e a realização da real fraternidade em nosso mundo. Que Teosofia é ética e altruísmo, é uma vida limpa, e uma vida correta.

NOTA:

[1] O autor do artigo é Carlos Cardoso Aveline.  O texto pode ser encontrado pela Lista de Textos por Ordem Alfabética, em www.FilosofiaEsoterica.com .  

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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EXAMINANDO SETE PERGUNTAS

Uma Reflexão Sobre Autorresponsabilidade

Carlos Cardoso Aveline


 Paisagem dos Himalaias, em quadro do pintor russo Nicholas Roerich



O estudante de filosofia esotérica dispõe de alguns meios e métodos pelos quais pode obter a sabedoria de modo gradual e seguro. Um dos Aforismos de Ioga de Patañjali afirma:

“A cognição correta resulta de percepção, dedução e testemunho.”[1]

O exercício a seguir consta de sete perguntas e inclui a prática da dedução, ou inferência. Ele pode e deve ser realizado regularmente.  Em diferentes momentos da vida do estudante, as respostas ou sentimentos em relação a estas questões serão diversas. Se ele anotar e registrar a data das suas reflexões, poderá perceber ao longo do tempo a evolução das suas reações pessoais diante dos temas levantados.

As cinco perguntas iniciais são:

1) No meu estágio atual de aprendizagem de teosofia, de que modo eu respondo à pergunta sobre se os Mestres de Sabedoria existem, de fato?  Posso e devo ser sincero comigo mesmo, porque o caminho da sabedoria começa com a renúncia à autoilusão.

2) Se os Mestres de Sabedoria existem,  eles observam a humanidade? O que é que eu, como indivíduo independente, penso e sinto a respeito?

3) Caso os Mestres observem a humanidade, será que eles acompanham com especial atenção o movimento teosófico moderno, que eles próprios fundaram cuidadosamente no século 19, através de discípulos como Helena Blavatsky e outros? 

4) Se os Mahatmas observam o movimento teosófico, será que eles têm mais afinidade com aquele nível externo de atividade teosófica falsificada, que gira em torno de coisas como poder pessoal,  rituais espúrios, ambição e vaidades? Ou será que eles preferem aquela parte do movimento teosófico que estuda atentamente e tenta vivenciar o ensinamento original transmitido por eles?

5) E quando os Mestres observam o movimento teosófico original, será que eles observam com mais nitidez aquela parte do movimento que apenas memoriza e repete as obras originais e autênticas, tentando vivenciá-las? Ou eles dão mais atenção àqueles setores que, além de fazer isso, olham para a situação atual da humanidade e para o futuro da civilização à luz do ensinamento original, discutindo - de modo crítico e construtivo - o dever e o futuro do movimento?  

As perguntas acima merecem uma cuidadosa observação. É útil levar em conta que H. P. Blavatsky escreveu o seguinte no capítulo 14 da obra “A Chave da Teosofia”:

“Os Mestres olham para o futuro, não para o presente, e cada erro de hoje significa apenas mais sabedoria acumulada nos dias que virão.” [2]

Concluída esta etapa, cabe avaliar duas questões que dizem respeito ao próprio estudante. Elas convidam a um autoexame tão honesto quanto possível, porque toda aprendizagem implica um dever ético. O conhecimento que é mal usado, ou que não é usado, não é real conhecimento.

As perguntas finais são:

6) Considerando que a responsabilidade do movimento teosófico e dos Mestres de Sabedoria em relação ao futuro da humanidade é um fato comprovado, será que eu tenho real consciência do que significa atuar, como indivíduo, dentro do “campo de observação” dos Mestres de Sabedoria? Como eu me sinto, pessoalmente, quando penso nessa possibilidade e nessa responsabilidade?

7) Cabe examinar, a seguir, se compreendo pelo menos algumas das implicações práticas de uma regra mencionada na literatura esotérica. O axioma afirma que “o candidato a discípulo não deve preocupar-se em ‘encontrar o Mestre’; mas deve, isso sim, tomar as medidas práticas para que, quando o Mestre observe sua aura, a encontre correta e preparada para trilhar o caminho impessoal do dever para com todos os seres.” 

O axioma está bem documentado. A obra “Luz no Caminho”, de M. C., afirma:

“É fácil dizer, ‘não serei ambicioso’. Não é tão fácil dizer, ‘quando o Mestre examinar o meu coração, ele o encontrará completamente limpo’.” [3]

Apontando na mesma direção, Helena Blavatsky aconselha no seu texto “Chelas e Chelas Leigos”[4]:

“Antes de desejar, faça por merecer”.

A vida segue a lei da simetria, e a simetria inclui frequentemente o paradoxo. Na experiência de encontro com fontes superiores de inspiração, o estudante vê com toda nitidez, compreende, e abandona, o que há de pior e mais desagradável em si, o seu “esquema de reprodução da dor”. Esta vivência pouco agradável é um efeito colateral do fato de que ele está passando por uma experiência essencial de encontro consigo mesmo.

No primeiro parágrafo do livro “Luz no Caminho”, o estudante lê as seguintes advertências:

“Antes que os olhos possam ver, eles devem ser incapazes de lágrimas. Antes que o ouvido possa ouvir, ele deve ter perdido sua sensibilidade. Antes que a voz possa falar na presença dos Mestres, ela deve haver perdido o poder de ferir. Antes que a alma possa erguer-se na presença dos Mestres, os seus pés devem ser lavados com o sangue do coração.” [5]

Duramente golpeado pela força surpreendente da sua própria ignorância, que só agora ele compreende melhor, o estudante persevera na ação correta independentemente das circunstâncias externas. Deste modo ele descobre e passa a viver em unidade crescente com a mais profunda substância do seu próprio ser interior - que não é “seu”, mas é universal. 

E a ignorância começa a dissolver-se lentamente no ar, destruída de um lado pelo fogo da provação, e de outro pelo bom carma da ação adequada.

NOTAS:

[1] “Aforismos de Ioga, de Patañjali”, William Q. Judge, edição online de www.FilosofiaEsoterica.com, Livro I, Aforismo 7.

[2] “The Key to Theosophy”, Theosophy Co., Los Angeles, ver p. 299.

[3] “Luz no Caminho”, de M. C., Tradução, Prólogo e Notas de Carlos Cardoso Aveline, The Aquarian Theosophist, Portugal, 2014, 85 pp., ver p. 20.

[4] O artigo “Chelas e Chelas Leigos” está disponível no website  www.FilosofiaEsoterica.com.

[5] “Luz no Caminho”, de M. C., The Aquarian Theosophist, 2014, ver p. 19.

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Uma versão inicial do texto acima foi publicada sem indicação de nome de autor na edição de maio de 2012 de “O Teosofista”. Em inglês, a versão inicial e anônima apareceu na edição de junho de 2012 da publicação “The Aquarian Theosophist”.

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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22 de Outubro de 2014

A CONSCIÊNCIA E O EU

Como Funciona o Foco Central da Mente Humana

Carlos Cardoso Aveline





Qual é a relação dinâmica entre o que chamamos de “eu” e a mente de cada indivíduo  como um todo?

A noção de “eu” surge em geral entre dois e quatro anos de idade, quando a experiência psicológica começa a ganhar peso e densidade concretas.  Em última instância, a noção de “eu” é algo que nasce quando o indivíduo se insere em determinado  ambiente cultural, e aprende a sobreviver nele.  O budismo e a filosofia esotérica consideram a noção de “eu” como uma realidade relativa, uma criação psicológica, tecnicamente “maya”, ou seja, algo ilusório, porque passageiro ou impermanente.   

De fato, na vida adulta, um buscador da verdade cuja alma seja experiente terá momentos cada vez mais profundos e frequentes em que a noção de “eu” é transcendida ou “esquecida”. Ao longo da vida, a adoção da prática de  ideais nobres, o hábito do pensamento abstrato,  a  contemplação filosófica e mesmo o simples amor profundo por alguém fazem com que a mente do indivíduo transcenda, ainda que  parcialmente,  a noção de “eu”.  

A percepção de que existe um  “eu” pessoal, e de que ele é diferente e independente dos outros seres vivos,  surge na criança ao mesmo tempo que ela adquire  uma boa coordenação dos seus cinco sentidos, e quando ela já tem uma certa noção de “memória pessoal”. 

Assim, o “eu” poderia ser definido por nós como aquele centro da consciência que coordena as ações concretas do indivíduo, e que faz isso com base no funcionamento dos cinco sentidos. O “eu” coordena, pois,  o uso dos cinco sentidos,  e interpreta as informações vindas através  deles. Mas, além disso, o “eu” também funciona com base na memória pessoal. É essa memória que lhe dá um sentido de continuidade como indivíduo. Esta memória oferece ao eu pequeno  uma percepção de história pessoal a preservar - e a melhorar. Sem dúvida, em certos aspectos o  “eu”  deseja transformar ativamente esta história, diminuindo o sofrimento e aumentando a felicidade. Entre os enigmas que a vida coloca diante do pequeno “eu” está o  seguinte:

“Como alcançar com a maior eficiência possível a meta de evitar o sofrimento e alcançar a felicidade?”

À medida que cresce em experiência e em compreensão da vida, o  pequeno “eu” se ampliará. Ele aprenderá a olhar por cima e para além dos seus pequenos muros de autodefesa psicológica. Perceberá  a sua silenciosa essência interior,  que é  o “Verdadeiro Eu”, também conhecido como  “eu superior” ou “alma imortal”. E saberá que este Mestre interior  é,  na verdade,  apenas uma “individualização” da Lei Universal do Equilíbrio e da Verdade. Este Verdadeiro Eu está em harmonia com todos os seres, e saber disso é inquietante e desafiador para aquele pequeno eu que prioriza a autodefesa psicológica.  

Ao longo da vida, o pequeno eu impermanente aprende, pouco a pouco,  a ouvir a voz sem palavras do grande Eu maior e imortal.   

Ele se coloca a serviço daquele  Verdadeiro Eu e aprende que a morte não existe, ao compreender a lei cármica e cíclica da fraternidade universal de todos os seres. Ele descobre que, na vida, como enunciado na lei de Lavoisier, “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, tudo se recicla”.

A partir deste ponto o pequeno eu continua sendo um coordenador das atividades “pessoais” que dependem da vida biológica e corporal, mas, conhecendo seu papel dentro do contexto maior, ele percebe que  tem uma chance única de obter o máximo de sabedoria enquanto ainda está vivo nesta mesma existência física.    

Então o tempo que ele tem disponível passa a ser precioso. Metas pequenas, iluminadas por luzes falsas como dinheiro, posição social, apegos familiares e coisas semelhantes,  perdem o charme e o encanto “mágico” diante desse  Pequeno Eu Renovado. É possível que este despertar ocorra em meio a crises, “derrotas”  e “desilusões pessoais”. O pequeno eu descobre agora o “verdadeiro poder”: o poder que o faz “parecer nada aos olhos dos outros”, como ensina o clássico teosófico “Luz no Caminho”, publicado no Ocidente por Mabel Collins.  

Por que motivo é necessário este processo de perdas e de aparente insignificância pessoal?  A resposta é simples. 

O fato de que o Pequeno Eu volta o seu olhar para as coisas permanentes funciona na prática como se ele abandonasse as coisas terrestres e pequenas;  e isso provoca as perdas e desilusões ou derrotas.  Ele “não está mais ali”,  para manter e preservar a vida aparente daquelas ilusões passageiras.  Seu magnetismo e sua alma estão em outra dimensão.  O processo  é normalmente doloroso, do ponto de vista do Pequeno Eu, e por isso é chamado de “provações e testes do caminho”.   Assim, uma famosa oração atribuída a São Francisco de Assis afirma:

“É morrendo que se nasce para a vida eterna.”

O Novo Testamento descreve o mesmo processo como  se fosse uma “crucificação”. Para o clássico cristão “Imitação de Cristo”, este é “o caminho da cruz”. 

De fato, o “eu” pequeno deve morrer para o mundo pequeno. Só assim ele pode renascer no mundo celeste, no plano abstrato e contemplativo, e navegar no mundo grandioso daquela Verdade Universal que não oscila com as marés do tempo de curto prazo.  Isso é chamado de “ressurreição”,  nas parábolas da tradição cristã.    

Quando o Pequeno Eu encontra sua felicidade no ato de participar livre e ativamente do Todo Maior da Vida, finalmente a sua felicidade passa a ser uma realidade durável, incondicional, ilimitada.  


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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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ORAÇÃO PARA COMEÇAR O DIA

Fortalecendo a Decisão de Fazer o Melhor

 Carlos Cardoso Aveline 





A filosofia esotérica investiga a força dos votos e compromissos sagrados. A decisão solene de fazer o melhor organiza a vontade do indivíduo e torna mais fácil voltar suas emoções para aquilo que é nobre e elevado. [1]

Os teosofistas não fazem orações pedindo favores pessoais a alguma divindade imaginária. Longe disso.  Eles oram formulando uma vontade própria, ativa e criadora, de fazer o bem e agir corretamente. 

Eles sabem da importância do modo como o ser humano começa cada dia da sua vida [2], e estão conscientes do fato de que cada minuto conta.  A seguinte Oração Criadora é um instrumento prático no processo de autoconhecimento e autoeducação:   

Om

1. Eu me comprometo a dirigir responsavelmente, no dia de hoje e amanhã, meus pensamentos, minhas emoções, e minhas ações, de modo que sejam positivos, construtivos, e éticos.   

2. Terei confiança em mim mesmo. Confiarei na Vida. Confiarei  nas possibilidades de crescimento que estão ao dispor de todos os seres. Sei da potencialidade sagrada que está à minha disposição, e reconheço que depende de mim aproveitá-la.  

3. Minha confiança na Vida não é cega.  Uso de prudência, atenção, desapego, e discernimento. Sou otimista por um motivo simples: meu coração e minha mente estão concentrados no que é Ótimo.

4. Uso minha força de vontade. Vigio minhas ações e emoções, evitando reações indevidas.  

5. Faço a cada minuto o que percebo como correto do ponto de vista da minha própria consciência. 

6. Tenho em meu coração uma parte viva do coração das pessoas a quem amo. Por causa desse fato, minha alma, vista como pequeno templo, possui mais força.  A responsabilidade fica aumentada.[3] 

7. Sei que a vitória da sabedoria se constrói a cada dia. Afirmo que vencerei no dia de hoje,  amanhã e sempre.  

Om, Shanti. 

Paz a todos os seres.


NOTAS:

[1] Veja o texto “A Força de um Compromisso Sagrado”, que pode ser encontrado pela Lista de Textos por Ordem Alfabética, em www.FilosofiaEsoterica.com  e seus websites associados.

[2] O texto “Como Começar o Dia”, de Carlos Cardoso Aveline, está disponível através da  Lista de Textos por Ordem Alfabética  em www.FilosofiaEsoterica.com .  

[3] Para mandar cargas energéticas positivas a aqueles com quem convivemos ou trabalhamos, e assim construir melhores relacionamentos, podemos inserir neste ponto da oração uma frase dizendo: Além de ser amigo sincero, sou grato, e desejo o melhor para ... (nome da pessoa um, nome da pessoa dois, nome da pessoa três, e assim sucessivamente)”. A filosofia esotérica ensina que não há distâncias no plano sutil e do pensamento. Portanto, a energia construtiva deste exercício inevitavelmente chegará até as pessoas, ao mesmo tempo que esta prática fortalece a força e o poder da nossa boa vontade  deliberada. No caso de um teosofista, o hábito de pensar bem de seus colegas de caminhada é especialmente decisivo para si mesmo e para o trabalho comum. Este exercício opera como um aparelho destruidor de muros, enquanto fortalece uma individualidade amável. Para ler mais sobre os efeitos do pensamento a distância, veja os textos “Telepatia, a Comunicação Silenciosa” e “A Magia da Ajuda Mútua”, ambos de Carlos Cardoso Aveline. Estão publicados em nossos websites.   

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A oração acima pode ser praticada regularmente em grupo por duas ou mais pessoas.

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