29 de Outubro de 2014

CÍRCULOS MAGNÉTICOS DE AMOR UNIVERSAL

Já é Possível Viver Agora do Modo
Como Viverá a Humanidade do Futuro

Carlos Cardoso Aveline





A vontade cria, pois a vontade em movimento é força, e a força produz matéria”, escreveu Helena Blavatsky.[1] 

Cada ação intensa, durável e decidida de um ser humano que sabe o que quer provoca uma reação em cadeia que será proporcional à sua força, e que será realimentada, ou não, conforme a atitude daqueles que receberem sua influência. 

Um exemplo prático disso é o processo de amizade e fraternidade universal colocado em movimento pelo movimento teosófico moderno.

Trata-se de uma reação em cadeia que, ao ser continuamente realimentada, forma um círculo magnético de ajuda mútua e compreensão positiva. O círculo é aberto, abrangente, e está potencialmente vivo em todo lugar e todo momento.  Como verificar  isso?

Cada indivíduo que busca a felicidade pode dar um primeiro passo observando a cada dia como reage diante de atitudes amáveis e sinceras vindas dos outros. Os cegos reagem como se amabilidade fosse fraqueza, e tentam obter vantagens pessoais. Os que têm bom senso acolhem a amabilidade com respeito, e a aproveitam para criar círculos magnéticos de boa vontade. 

O processo é complexo, e requer um profundo autoconhecimento, porque inclui tanto os níveis voluntários como os níveis involuntários da mente. Destes últimos vêm os testes e as armadilhas. O apego subconsciente ao passado boicota o avanço na direção da luz. Por isso a ação deve ser não só intensa, mas também de longo prazo. É recomendável ter a experiência de um velho e a alma de uma criança.

Ao longo de uma caminhada em que não faltam desafios, o altruísmo impessoal permite conhecer o círculo magnético de amor que governa o universo. Deste modo surge em nós ao natural a consciência humana que marcará o futuro próximo.  

NOTA:

[1] “Ísis Sem Véu”, Helena P. Blavatsky, Ed. Pensamento, volume I, p. 212.

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Veja os textos “Meditação Pelo Despertar Planetário”  e “O Centro do Círculo de Pascal”, de Carlos Cardoso Aveline.  Ambos estão disponíveis em www.FilosofiaEsoterica.com e websites associados.

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Sobre a proposta original do movimento teosófico,  que envolve o despertar da humanidade para a lei da fraternidade universal, veja o livro “The Fire and Light of Theosophical Literature”, de Carlos Cardoso Aveline.

obra tem 255 páginas e foi publicada em outubro de 2013 por “The Aquarian Theosophist”. O volume pode ser comprado através de Amazon Books.




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27 de Outubro de 2014

TEOSOFIA, UMA PRESENÇA DEFINITIVA

O Testemunho Vivencial de uma Busca Interior

Regina Maria Pimentel de Caux




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O texto a seguir foi publicado
pela primeira vez no boletim
O Teosofista” de fevereiro de 2012.

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Ao longo de toda esta vida, procurei em meu silêncio e na leitura encontrar respostas para minhas indagações, e curar a minha alma.

Desde pequena as diversas áreas do conhecimento me despertaram muito interesse, pois sinto o ser humano como um ser integral. Sempre tinha tempo reservado para, no silêncio do meu quarto, refletir, ler os almanaques, enciclopédias, revistas, livros, poemas disponibilizados pelo meu pai, ouvir músicas, cantar, ouvir a voz do coração.

Eu não conseguia dialogar com ninguém que pudesse me ajudar a partir de onde eu estava. Censuravam-me por ler muito, ficar sozinha, deitar cedo, me trancar no quarto e observar muito. Construí inúmeros poemas mentais diante de várias paisagens, diversos diários foram escritos, fotografias são ainda vislumbradas a cada passo, com ou sem máquina, só com o olhar. Fui assim construindo um grande acervo de percepções, tato, formas de ser, sensibilidade, certezas, práticas, estilo próprio de viver.

Tinha uma disposição muito grande para a busca de temas espirituais porque eles tocavam profundamente meu ser. Era necessário desenvolver o meu potencial humano para a execução de tarefas significativas no mundo. E esse pensamento me acompanha, creio, desde sempre.

Muitas são as limitações e as ignorâncias organizadas, ao longo do tempo, que impedem e dificultam a nossa trajetória e a realização da transformação necessária. Nesse processo de interlocução do que é de dentro com o que é de fora, recebi contribuições valiosas ao longo do caminho.

Participei de muitos encontros da Casa Sri Aurobindo e tive acesso à sua literatura. Trata-se de uma instituição de caráter cultural, filosófico e espiritual baseada nos ensinamentos de Sri Aurobindo, líder espiritual indiano e da Mãe, pensadora francesa, continuadora do trabalho de Sri Aurobindo. Posteriormente, busquei aperfeiçoamento na UNIPAZ-MG, junto ao Instituto Renascer da Consciência, e participei de vários seminários de formação holística, idealizados por Pierre Weil e da formação de guardiãs do círculo de mulheres, em busca de uma maior compreensão da vida.

A preocupação com a vida interior me perseguia. Com três crianças muito pequenas, nos anos 90, levava-as junto em viagens no próprio estado e interestaduais. Participava ativamente dos encontros para não deixar as oportunidades passarem. A sensação de busca e missão a cumprir sempre estiveram presentes em minha vida. Eu saía de minhas limitações para compreender a vida.  Era preciso encontrar soluções harmoniosas e enfrentar a vida com ganhos para minha família, para meu trabalho e para mim.

Anos mais tarde, no Instituto Renascer da Consciência, em Ravena (MG),  participei do Seminário “Ecologia Profunda”, em julho de 2006, com Carlos Cardoso Aveline. O objetivo era desenvolver a consciência ecológica, a unidade da vida em meio à diversidade. O trabalho teosófico desse pensador vem de longa data. Ele falou sobre o grupo SerAtento, um e-grupo de autoconhecimento e autorreflexão sobre a arte de viver. O e-mail do grupo foi divulgado e ele informou que os interessados poderiam fazer contato.

Dentro de mim percebi que era necessário reformular meu caminho de vida e que esse grupo seria uma oportunidade de estudo ampliado e diálogo mais sistematizados, o que facilitaria o autoconhecimento, o aprofundamento das reflexões e aprendizagens. Foi em 2008 que enviei um e-mail ao SerAtento. Fui aceita no grupo e iniciei com uma participação silenciosa na internet. Depois de certo tempo passei a participar dos diálogos e confirmei que o aprendizado aumenta muito, em quantidade e qualidade, quando nos colocamos com boa vontade a serviço da causa. É uma forma de abrir corações e mentes, de tecer atentamente enquanto nos fortalecemos, nos construímos. O poder de partilhar acelera. É perfeito.

Constatava em mim a rejeição das panaceias oferecidas pela sociedade que cria cada vez mais ilusões, dependências, dogmas, conservadorismo, estagnação. Participar do SerAtento e apoderar-me de sua literatura é  uma forma de sair da máquina sem alma construída pelos homens, de  despertar nossas  consciências e reformular o caminho de vida. É romper com velhas verdades. Um dos lemas do e-grupo SerAtento e da Loja Unida de Teosofistas, é precisamente - “Um por todos, e todos por um”.[1]

Nessa interação de estudo e diálogo o espiritual e o mundano se entrelaçaram. Entrei em contato com o rico acervo dos sites www.FilosofiaEsoterica.com  e  www.TeosofiaOriginal.com, que oferecem excelentes textos em destaque  e auxiliam na prática do bem viver, em conexão com os ensinamentos sagrados. São bibliotecas teosóficas virtuais acessíveis gratuitamente a todos. São como faróis a guiar nossos passos.

Outra contribuição valiosa nesse trabalho é o contato com os sublimes ensinamentos de Helena P. Blavatsky: “A Doutrina Secreta”, “A Chave Para a Teosofia”, “A Voz do Silêncio”, “Isis Sem Véu”, 4 volumes; e também  obras como  o “Bhagavad-Gita”, e  “Cartas dos Mahatmas Para A. P. Sinnett”, 2 volumes, o que me possibilitou entrar intuitivamente em seu espírito. Somos agraciados também com a literatura de Robert Crosbie, William Q. Judge, John Garrigues, entre outros. Assim, abastecida por ensinamentos que ainda estou a absorver, devido a sua amplitude e complexidade,  me guio em minhas próprias experiências que conduzem ao caminho destinado ao futuro, ao alvorecer.

Todo esse trabalho colabora para restabelecer a importância do pensamento tradicional da humanidade. Fortalece a minha decisão de estudar Teosofia em profundidade, num compromisso incessante com a Verdade, inspirada pelo cumprimento do dever, pela disciplina, pela partilha na ação e com altruísmo. E nossa vivência ganha consistência, espontaneidade e uma riqueza iluminada pelos ensinamentos.

No grupo de pesquisadores e cooperadores ativos do trabalho do SerAtento encontramos sempre a ajuda necessária para enfrentar a  vida e  o trabalho,  com profundo respeito à qualidade e ao tempo de cada um, numa aprendizagem constante.

Em 2009 associei-me à Loja Unida de Teosofistas, que propõe uma visão vivencial e não-burocrática do movimento teosófico. Participo de uma corrente de ação e cooperação nacional e internacional, distante das burocracias das organizações corporativas, do lucro, do poder, dos dogmas. “Associar-se à LUT no plano físico deve ser consequência de um conhecimento que se tem da teosofia original, e de uma decisão que se toma de trabalhar para ampliar o contato com sua própria alma imortal.”[2]

Leila Pinheiro, na música “Serra do Luar”, nos diz muito sabiamente que “viver é afinar o instrumento, de dentro para fora e de fora para dentro. A toda hora, a todo momento. Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.”

A Teosofia permite-nos viver em sintonia com a nossa Essência, nosso eu superior, que vive na terra das oportunidades espirituais. É a harmonização do divino com o humano.
Somos o tempo todo convidados a testar as ideias e ver por nós mesmos se elas são verdadeiras.
 
A Teosofia valoriza o conhecimento teosófico onde ele se apresenta, sem exclusão, valorizando os mais diversos líderes que inspiraram a humanidade e os indivíduos que vivem em sintonia com ela. E isso vai sustentando a chama de bênçãos.

O trabalho pelo progresso da humanidade é seu objetivo básico, e o seu cumprimento em toda a nossa existência deve ser algo sagrado para todos nós. Esta vivência por parte do teosofista transforma a vida humana em algo cheio de significado e desvenda um vasto horizonte além.

Trata-se de um conhecimento cuidadosamente preservado ao longo das eras, conquistado palmo a palmo, individual e coletivamente, com esforço, dedicação, responsabilidade,  ternura e elevada ética, pelos homens de ontem,  de hoje e de sempre.  Descubro que a Teosofia tem um trabalho interior grandioso a ser desenvolvido pelo indivíduo e o poder de transformar a vida em alegria de viver.

Na prática do trabalho teosófico confirmamos, cada vez mais, que somos seres em construção, que aprendemos enquanto avançamos pelo caminho e auxiliamos nossos irmãos, encontrando assim o verdadeiro sentido da vida. É preciso, então, sustentar e ampliar a chama desse trabalho abençoado.


NOTAS:

[1] “Um Segredo do Trabalho Teosófico”, de Carlos Cardoso Aveline. O texto pode ser encontrado através da Lista de Textos por Ordem Alfabética, em www.FilosofiaEsoterica.com.

[2] “O Significado de Associar-se à LUT”, artigo publicado na edição de junho de 2010 de  “O Teosofista”.

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A educadora mineira Regina Maria Pimentel de Caux é licenciada em Pedagogia, com Pós-graduação em Processo de Ensino-Aprendizagem e Psicopedagogia.

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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26 de Outubro de 2014

A EXPERIÊNCIA DIRETA DO SAGRADO

A Bem-Aventurança Ocorre
No Meio do Caminho Probatório

Carlos Cardoso Aveline




A busca da sabedoria é uma coisa, e a busca do sagrado é outra. 

A sabedoria está implícita na percepção do sagrado. A percepção do sagrado está implícita na sabedoria. Ainda assim, são duas coisas diferentes. É mais fácil falar da sabedoria. 

Se experimentamos diretamente o que é divino, podemos sentir que dizer qualquer coisa a respeito, mesmo para nós mesmos e apenas em pensamento, seria um modo de perder a  sintonia com a energia do sagrado, e de distorcê-la.  

É desta maneira que os reais segredos são mantidos. Eles pertencem a seus próprios níveis de consciência e não podem ser transportados ou traduzidos para dimensões mais grosseiras. Seria o mesmo que pretender fritar neve, ou prender ar puro em um quarto  pequeno com portas e janelas fechadas. Há uma diferença entre ver diretamente o nascer do sol e olhar para uma foto do sol quando ele está nascendo. 

Além disso, a busca da experiência sagrada é uma coisa, e a maneira como a experiência direta do sagrado vem até o buscador é outra coisa. Há energias que sobem, e energias que descem. 

Quando a experiência do sagrado vem até alguém, ela responde ao bom carma da busca realizada, e usa a energia criada pelo esforço na direção do mais alto; mas a usa de uma maneira inesperada e transcendente. 

O sentimento do sagrado sugere para cada buscador algo que lhe é familiar. Trata-se de um sentimento íntimo. Ele ocorre no nível mais interno e verdadeiro do “eu”. A pessoa em seguida sabe que não poderia explicar esta experiência para mais ninguém. Ao mesmo tempo, a experiência sagrada traz consigo mudanças e potencialidades que fluirão de modo natural desde o interior da sua própria alma. 

O convívio com o sagrado dá a você um sentido de paz e de força. Desperta-lhe uma humildade, uma satisfação de ser pequeno.  A humildade é irmã da sabedoria eterna e faz com que tenhamos um sentido ilimitado de tempo. 

A humildade no caminho espiritual decorre do fato de que nosso contato consciente com o infinito depende de uma certa renúncia. O eu inferior só pode perceber sem intermediários as dimensões sagradas da vida quando transcende os acontecimentos de curto prazo e  expande sua visão da evolução da alma de modo a reconhecê-la como um processo de milhões de anos. 

O estudo do céu desde um ponto de vista teosófico possibilita esta expansão. A infinitude ocorre no espaço, assim como ocorre no tempo. Os ensinamentos da teosofia original preparam os estudantes para a compreensão da Lei eterna e os capacitam a deixar de lado a ilusão.

A observação da vida como um processo de milhões de anos desenvolve o autoesquecimento e a simplicidade pessoal, sentimentos que frequentemente se manifestam como devoção. Deste modo alcançamos um sentido de liberdade ilimitada, e o  medo e a ansiedade tendem a desaparecer. Mas há sempre ilusões a evitar.

O Sagrado, o Sacrifício e a Alma   

Uma vez que decidimos viver na presença interior do que é sagrado, nossa ingenuidade pode levar-nos a pensar que temos direito a um pouco de conforto e estabilidade ao nosso redor. 

Na verdade,  o fato de que alguém está tentando viver na presença divina é mais do que suficiente para provocar uma espécie de “febre probatória” que atinge não só o  processo do seu carma individual, mas também o seu carma familiar, o carma do seu casamento, de suas relações pessoais e vários níveis do carma coletivo de que ele é parte. Até mesmo o carma de um país é afetado, quando há nele uma nova luz buddhi-manásica cuja chama arde de modo sustentável. 

É por isso que o caminho da sabedoria é descrito como desconfortável. Qualquer caminho muito cômodo, caso seja descrito como “espiritual”, é falso e consiste em uma armadilha.  

Aquele que busca pela sabedoria pode ser capaz de dar alguma paz aos outros, mas não é necessariamente provável que tenha paz para si mesmo, exceto no plano interno. E isso é suficiente, quando a alma tem a experiência necessária. 

Em todas as situações, as expectativas pessoais levam à derrota, enquanto o cumprimento impessoal do dever produz a bênção da vitória interior. 

Os que buscam a felicidade exclusivamente em coisas exteriores estão equivocados, assim como os que a buscam no mundo interior.  O sagrado e a bem-aventurança não podem ser encontrado exclusivamente “dentro” ou exclusivamente “fora” de si mesmo.
A experiência do que é divino resulta de um tipo específico de interação entre o “interno” e o “externo” que acaba por dissolver o sentido de separação entre as duas coisas.

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Uma versão inicial do texto acima foi publicada na edição de novembro de 2013 de “O Teosofista”.

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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IDEIAS AO LONGO DO CAMINHO

Construindo uma Sintonia
Diária com o que é Sagrado

Carlos Cardoso Aveline





* A verdadeira força não necessita ser demonstrada através de maneiras óbvias. 

* O propósito evolutivo de mudanças e desafios externos não é provocar sofrimento, mas fortalecer o templo interior nas mentes e nos corações humanos.

* A sabedoria do Oriente ensina uma paz incondicional. Ela surge da unidade interior com os ciclos da natureza.

* A mais alta bênção acontece como o relâmpago e o trovão no meio da noite, e durante uma tempestade intensa.

* A Lua Cheia está tradicionalmente associada a uma expansão da consciência. Devemos garantir que a consciência que se expandirá é pura e boa.

* A Lua minguante convida a renunciar ao que é secundário e a concluir assuntos pendentes.

* Há um tempo para ser flexível como o próprio ar, e um tempo para ser firme como uma rocha.

* O caminho da vitória é percorrido quando as prioridades são claras. O esforço deve ser calmo, concentrado, duradouro.

* À medida que o carma humano se acelera, cabe ampliar os horizontes e aperfeiçoar a nossa capacidade de estar atentos à vida.

* Um fator decisivo na vida, e na ciência da paz, é a autoestima. Um sentido profundo de autorrespeito e autoconfiança nos permite perceber que a vida está OK assim como ela está.

* A teoria e a prática devem ser comparadas, de modo que ideais nobres não possam servir de desculpa para ações ignóbeis.

* A ética que surge do coração de cada um é a arte de plantar bom carma. E quantos assuntos podem ser mais importantes que esse?

* Não podemos acertar sempre, mas tentar o melhor está ao nosso alcance a cada momento, e constitui um bom hábito. O carma depende em grande parte dos hábitos.

* Se queremos ser felizes, é preciso obter sabedoria. E para ser sábio, é necessário desenvolver um sentido de responsabilidade diante da vida.

* As montanhas estão mais perto do céu que nós, e, na linguagem da alma, constituem escadas simbólicas para níveis celestiais de consciência que há em nós próprios. Escalar uma montanha é algo tão probatório como percorrer o caminho da sabedoria. 

* Na incessante gangorra da vida, há um ponto médio invisível de paz incondicional, e é ele que estabelece o equilíbrio. A dinâmica do balanço está sempre presente, mas nem sempre é fácil percebê-la. É preciso estudar o desdobramento prático do equilíbrio ao longo do tempo, através da lei da causa e do efeito.

* Ao invés de nutrir pensamentos negativos em relação a alguém, peça perdão à sua própria consciência pelos erros que cometeu na vida, e tome providências para corrigi-los. Você pode aprender mais.

* A galinha vê insetos: a águia investiga as montanhas. Quanto mais elevado o ponto de vista desde o qual você olha para a vida, mais amplo será o seu horizonte, e mais abrangente a sua visão.

* É possível abrir as portas da vida para a bem-aventurança. Basta manter o foco da consciência em pensamentos e sentimentos positivos, sobre temas de natureza universal, ao mesmo tempo que preservamos o bom senso e o realismo.

* Alguns afirmam que “antes de controlar os outros, cabe controlar a si mesmo”. Na verdade, aquele que desenvolve autocontrole já não busca metas ilusórias como “ter poder sobre outros”. A lei das relações humanas é a lei da confiança mútua. Nisso, transparência e discernimento são fundamentais.

* A música da alma pode ser inaudível para os ouvidos físicos. O pensamento profundo necessita de silêncio e concentração, assim como as ideias superficiais se alimentam de interrupções e ruído.

* O que acontece quando você luta com perseverança pelo que entende que é bom, belo e verdadeiro? Passo a passo, a ignorância é destruída em sua vida, e a sabedoria cresce com mais força, como as plantas após a chuva. 

* No mistério do amor e da criatividade, a força eterna se encontra com a beleza passageira graças ao ponto abstrato do momento presente. Todas as eras estão presentes em cada instante.

* A transição para uma nova era de fraternidade universal se desdobra pouco a pouco. Ela começou séculos atrás e ainda está incompleta. Ela também ocorre a cada novo dia, dentro da consciência dos cidadãos de boa vontade.

* Adote um ideal nobre, faça o melhor que pode a cada dia, aprenda com seus erros e a vitória ocorrerá a seu devido tempo, de modo gradual.

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Uma versão inicial do texto acima foi publicada pela primeira vez na edição de agosto de 2014 de “O Teosofista”. Embora o título “Ideias ao Longo do Caminho” corresponda ao título da série de artigos em língua inglesa “Thoughts Along the Road”, do mesmo autor, não há necessariamente uma identidade entre os conteúdos das duas publicações.

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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23 de Outubro de 2014

O TESTEMUNHO DE UMA DESCOBERTA

A Teosofia é Ética, é Altruísmo, é uma Vida Correta


Sílvia Caetano de Almeida



Helena P. Blavatsky (1831-1891)

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O texto a seguir foi publicado
pela primeira vez no boletim eletrônico
O Teosofista”, edição de janeiro de 2012.

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Creio que todo aspirante a teosofista tem uma história a contar a respeito de sua caminhada. Peço então licença para falar da minha própria experiência. Nasci e fui educada na linha da igreja católica. Mais tarde, ainda na juventude, conheci o espiritismo e dele me aproximei com bastante curiosidade. Tornei-me espírita. Entretanto, não conseguia me ligar a nenhum trabalho nesta área. Eu apenas lia.

Li também, ainda na juventude, algumas obras da Sociedade Teosófica de Adyar. Mas não me prenderam muito a atenção, e não procurei outras. Logo depois casei e vieram as responsabilidades de esposa e mãe, e meu tempo reduziu bastante. Continuava lendo, mas, mesmo ainda lendo obras espíritas, o meu autor preferido era Huberto Rohden.  

Já na idade madura, quando o espiritismo parecia não mais me satisfazer, li alguns livros de Ramatís. Fiquei encantada com o seu espiritualismo universalista. Na sequência, tive contato com o “esoterismo”. Conheci vários sites, alguns um pouco fantasiosos em minha opinião. Mais tarde vim a saber que se tratava, na verdade, do pseudo-esoterismo.

Eu tinha sede de conhecimento. Continuando na minha busca, descobri um Centro de Irradiação Mental (ligado ao Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, CECP), em minha cidade. Eu me filiei e frequentei regularmente durante um ano e meio. Nesse período, li um pouco sobre a rosa-cruz, a cabala e alguns livros de Eliphas Levi, emprestados da biblioteca do CECP.

Mas logo percebi que estivera um pouco equivocada. Eu ainda não havia encontrado o que procurava. Entretanto, foi lá, no CECP, que encontrei o fio da meada que me conduziu à Teosofia: encontrei na biblioteca um livro de H. P. Blavatsky. Em seguida, comprei dois livros de H. P. B.: “Ocultismo Prático” e “A Sabedoria Eterna”, da Editora Pensamento.  Então pude perceber que o manancial de luz presente nos ensinamentos de H. P. B. era capaz de aplacar a minha sede.

Eu havia visto em um livro espírita, 25 anos atrás, referências a uma “doutrina secreta” seguida “por poucos” e reservada aos “iniciados”, o que muito chamou a minha atenção. Mas não sabia na época onde buscar mais informações.

Como já dispunha de novos recursos, comecei a vasculhar a internet à procura de outros livros de H. P. B. Consegui comprar o volume I de “A Doutrina Secreta”. Agora toda a minha busca girava em torno de Helena P. Blavatsky, tão grande foi a afinidade desde o começo.

Como deplorei não ter vivido no século XIX e nem tê-la conhecido! Senti, naquela ocasião, como se tivesse encontrado alguma coisa perdida há muito tempo e que me era muito preciosa. Vi referências a um livro chamado “Luz no Caminho”, de Mabel Collins. E foi procurando este clássico da literatura teosófica, que eu não encontrara nas livrarias, que descobri o artigo A Luz no Caminho [1] e o website  www.FilosofiaEsoterica.com . Desde então tornou-se o único site em que eu pesquisei, até ingressar no e-grupo SerAtento, meses depois, em março de 2010.

Durante algum tempo fui uma leitora um tanto silenciosa no SerAtento. Lia as mensagens antigas do e-grupo, lia o máximo que podia do referido site e também livros de que eu já tinha indicação e sabia onde encontrar. A Teosofia original de H. P. B. já fazia parte da minha vida de uma forma intensa. Estava começando a estudar Teosofia com pessoas da minha família. Tentava repassar o que aprendia, usando textos de www.FilosofiaEsoterica.com  , e também enviava pequenas mensagens por e-mail a muitas pessoas, falando dos ensinamentos da Teosofia.

Sentia-me, entretanto, ainda muito limitada para participar, ao lado de outros Atentos, de um trabalho que considerava grandioso!  Até que a atmosfera que fui criando em torno de mim, com as leituras, a própria afinidade com a Teosofia, com H. P. B. e os Mestres, fez despertar em mim a coragem de falar no Atento do que eu estava sentindo no mais íntimo do meu verdadeiro Ser.

Então consegui escrever com o coração e sem medo de errar.

Recebi na sequência um convite/sugestão de que talvez já fosse o momento de pensar em me associar à LUT, tendo em vista a minha afinidade com a Teosofia. Associei-me à LUT em seguida, em dezembro de 2010.

Só agora estou começando a enxergar que a vida é feita de desafios. A Teosofia provocou uma verdadeira revolução em meus pensamentos e em minha vida. Hoje o meu ideal é conseguir demonstrar que a Religião-Sabedoria é a coisa mais sagrada e mais pura e verdadeira de que dispomos para buscar a autotransformação e a realização da real fraternidade em nosso mundo. Que Teosofia é ética e altruísmo, é uma vida limpa, e uma vida correta.

NOTA:

[1] O autor do artigo é Carlos Cardoso Aveline.  O texto pode ser encontrado pela Lista de Textos por Ordem Alfabética, em www.FilosofiaEsoterica.com .  

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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