24 de Julho de 2014

BLAVATSKY COMENTA A MEDIUNIDADE

Os Motivos Pelos Quais a Filosofia
Esotérica Recomenda Evitar Práticas Mediúnicas 


Joaquim Soares 

Ser independente e ter vontade própria é fundamental em teosofia



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O texto a seguir foi publicado
inicialmente na edição de julho de
2010 do boletim eletrônico “O Teosofista”.

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Qual a visão da teosofia original em relação à mediunidade espírita?
  
Para examinar esta questão, é fundamental o estudo amplo e calmo da constituição oculta do ser humano, tal como ensinada pela Filosofia Esotérica. Sem compreender a sua natureza complexa não será possível perceber os processos naturais de desenvolvimento e evolução, de vida e morte, e do caminho do discipulado. [1]

Vejamos, resumidamente, algumas ideias básicas.

O Ser Humano tem a seguinte natureza setenária:

1) Sthula-sharira - Corpo Físico
2) Prana - Princípio Vital
3) Linga-Sharira - Modelo ou duplo astral
4) Kama - A sede dos desejos, paixões e emoções

Estes 4 Princípios (ou mais corretamente 3 Princípios e o Corpo Físico) formam aquilo que a Teosofia designa por Quaternário Inferior, ou os níveis mortais;  a Personalidade, que apenas subsiste durante o período de uma encarnação.

Em seguida, temos a Tríade Superior:

5) Manas - Mente, Inteligência. Este princípio é dual em suas funções.
6) Buddhi - Intuição Espiritual. A Alma espiritual.
7) Atma - O Eu Imortal. Espírito.

Um ponto importante a considerar é que existe uma ligação entre o Quaternário Inferior e a Tríade Superior, que é Antahkarana. O objetivo de todo aquele que percorre o Caminho Espiritual é ir “construindo”, ao longo de várias vidas, uma  ponte cada vez maior entre os níveis mortais e os níveis espirituais e imperecíveis.

Na constituição setenária podemos distinguir igualmente três Almas, ou, três “tipos de consciência”:

1) Alma Animal ou Mortal (eu inferior): um agregado de Kama + Manas
2) Alma Humana: Buddhi + Manas
3) Alma Espiritual ou Imortal (Eu superior): Atma + Buddhi

O caminho espiritual consiste na transferência da consciência do eu inferior para o eu superior, da alma mortal para Alma Imortal, através do despertar da Alma Humana, ou Buddhi-Manas, a Inteligência e Compaixão Universal.

Diante desta perspectiva da constituição integral do ser humano, podemos perceber que a mediunidade espírita e os demais fenômenos mediúnicos têm a sua base na atividade da alma animal ou mortal, no nível da Ilusão. Para a Teosofia autêntica, a mediunidade é um grave infortúnio e o discípulo esotérico é o oposto do médium. Um é ativo e positivo, o outro é passivo e negativo; um desenvolve progressivamente a sua vontade e poder sobre todas as circunstâncias e forças inferiores, o outro vai perdendo cada vez mais a sua autonomia e passa a ser o instrumento “dócil” de todo o tipo de influências; enquanto um se esforça por polarizar nos níveis verdadeiramente espirituais e seguros (Alma Imortal), o outro se deixa dominar e enredar nos níveis da ilusão (Alma Mortal); um refina os seus veículos de percepção, o outro desestrutura e degrada a sua fisiologia oculta; um amplia a sua consciência, o outro limita a sua consciência; um procura ler o Pensamento Divino, outro se ilude com os reflexos da Luz Astral; um toma nas mãos a responsabilidade de se conduzir pelo Caminho ascendente, outro delega a forças estranhas seu percurso de crescentes infortúnios.
   
Num capítulo da extraordinária obra de Helena Blavatsky, “Ísis Sem Véu”, podemos ler o seguinte, a propósito da mediunidade (passiva):

“Longe de nós o pensamento de lançar uma mácula injusta sobre os médiuns físicos. Exauridos por diversas inteligências, reduzidos - pela influência predominante dos espíritos [2], à qual suas naturezas fracas e nervosas são incapazes de resistir - a um estado mórbido, que ao fim se torna crônico, eles são impedidos por essas ‘influências’ de assumir outra ocupação. Eles se tornam mental e fisicamente incapazes para qualquer outra atividade. Quem pode julgá-los severamente quando, lançados numa situação extrema, são constrangidos a aceitar a mediunidade como um negócio? E o céu sabe, como bem o demonstraram os últimos acontecimentos, se essa profissão deve ser invejada por quem quer que seja!”[3]

Todo o texto restante merece ser lido. Em um trecho mais adiante, HPB nos oferece palavras muito claras sobre a situação dos médiuns:

“É um erro dizer que um médium tem poderes desenvolvidos. Um médium passivo não tem poder. Ele tem uma certa condição moral e física que produz emanações, ou uma aura, na qual as inteligências que o guiam podem viver e pela qual elas se manifestam. Ele é apenas o veículo através do qual elas exercem seu poder. Essa aura varia dia a dia, e, segundo as experiências do sr. Crookes, mesmo de hora a hora. É um efeito externo que resulta de causas internas. A condição moral do médium determina a espécie dos espíritos que vêm; e os espíritos que vêm influenciam reciprocamente o médium, intelectual, física e moralmente. A perfeição de sua mediunidade está na razão da sua passividade, e o perigo que ele corre está no mesmo grau. Quando ele está completamente ‘desenvolvido’ - perfeitamente passivo -, o seu próprio espírito astral pode ser paralisado, até mesmo retirado de seu corpo, que é então ocupado por um elemental (…).”

“Como a mediunidade física depende da passividade, o seu antídoto é óbvio: o médium deve cessar de ser passivo. Os espíritos nunca controlam pessoas de caráter positivo que estão determinadas a resistir a todas as influências estranhas. Levam ao vício os fracos e os pobres de espírito. Se os elementais que produzem milagres e os demônios desencarnados chamados de elementários fossem de fato os anjos guardiões, como se acreditou nos últimos trinta anos, por que não deram eles a seus médiuns fiéis pelo menos boa saúde e felicidade doméstica? Por que os abandonam nos momentos críticos do julgamento, quando são acusados de fraude? É notório que os melhores médiuns físicos são doentios, ou, às vezes, o que é ainda pior, inclinados a um ou outro vício anormal. Por que esses  ‘guias’ curadores, que fazem seus médiuns exercerem o papel de terapeutas e taumaturgos para os outros, não lhes dão a dádiva de um robusto vigor físico? Os antigos taumaturgos e os apóstolos gozavam geralmente, se não invariavelmente, de boa saúde; seu magnetismo nunca trazia ao doente qualquer mácula física ou moral; e eles nunca foram acusados de VAMPIRISMO, como o faz muito justamente um jornal espírita contra alguns médiuns curadores.” [4]    


NOTAS:

[1] O website www.FilosofiaEsoterica.com contém vários textos de estudo que permitem uma melhor compreensão da mediunidade, do processo pós-morte e da reencarnação, bem como algumas semelhanças e as muitas diferenças entre a filosofia espírita e a Teosofia. Um exemplo é o texto “Os Sete Princípios da Consciência”, que pode ser encontrado na “Lista de Textos por Ordem Alfabética” do website. São úteis também os textos que constam na seção temática “A Reencarnação e a Lei do Carma”, e o texto “O Que É Teosofia?”, que se encontra na seção “Helena P. Blavatsky” do website.

[2] Os “espíritos” de que H.P.B. fala não são as “almas dos desencarnados”, como supõem os espíritas, mas antes as “cascas astrais” ou então elementais.

[3] “Ísis Sem Véu”, vol. II, H. P. Blavatsky, Pensamento, pp. 174-176.

[4] “Ísis Sem Véu”, obra citada, vol. II, p. 177. 


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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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A BÊNÇÃO INDESEJADA

Quem Deseja Avançar
De Fato Pelo Caminho Probatório?


Carlos Cardoso Aveline




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O artigo a seguir foi publicado
inicialmente na revista canadense “Fohat”,
edição do inverno de 2005 (hemisfério norte).
Título original: “The Unwanted Blessing”.

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Nenhuma existência particular é mais do que uma pequena onda provisória no oceano ilimitado da vida.

Desde um átomo até uma galáxia, tudo no universo pulsa. A maior parte dos seres vibra durante algum tempo e então se dissolvem. Pode passar muito tempo até que eles surjam novamente, vestindo outras formas externas.

As pulsações estão em todas as partes e cada uma tem o seu ritmo. Na Grécia antiga, os pitagóricos ensinavam que todos os seres são, na verdade, feitos de padrões vibratórios. Cada aspecto da realidade única e universal consiste de ondas, ou, mais precisamente, de uma combinação de diversos ritmos de movimento ondulatório.

O processo de aprendizagem na mente humana segue a Lei da Vibração Universal. Para compreender realidades desconhecidas, devemos elevar nosso ritmo até chegar a novos modos de vibração. Cada aspecto do conhecimento humano tem os seus próprios modos de aproveitar a diversidade ilimitada de frequências e ritmos. 

Algo similar ocorre com o processo pelo qual podemos aprender sabedoria divina. O que os livros clássicos de filosofia esotérica nos trazem de mais precioso são indicações sobre os padrões vibratórios que operam nos níveis superiores de realidade. Tirar proveito prático destas indicações, porém, é algo que pode ocorrer ou não; isso depende do modo como lemos estes livros.

O verdadeiro desafio que confronta o estudante não é ficar familiarizado com palavras e ideias. A tarefa é incorporar aqueles padrões de vida mais sábios à sua existência diária, ao mesmo tempo que elimina frequências vibratórias incompatíveis com o ideal adotado.

Esta tarefa costuma levar tempo. O aprendizado de filosofia esotérica desafia skandhas ou registros cármicos que foram acumulados durante várias encarnações. À medida que aprende teosofia, o estudante tem que mudar a si mesmo, gradual mas completamente. 

Cada novo passo ao longo do caminho significa adotar algum novo padrão, e para isso o peregrino deve esquecer algum ritmo ou hábito velho que costumava considerar como seu. O antigo sentido de identidade é abandonado junto com padrões de vibração anteriores. Ele compreende que, paradoxalmente, o verdadeiro autoconhecimento só pode ser obtido esquecendo a si próprio.

O mesmo desafio é expressado em “Luz no Caminho”:

“Deseja apenas aquilo que está além de ti. Deseja apenas aquilo que é inalcançável. Porque dentro de ti está a luz do mundo - a única luz que pode iluminar o Caminho. Se fores incapaz de percebê-la dentro de ti, será inútil procurar fora. Ela está além de ti; porque quando a tocares terás perdido a ti mesmo.” [1]

Como, então, podemos fazer uma ponte para aquilo que está em nós e está ao mesmo tempo além de nós? A importância desta questão não é pequena.

Pode-se dizer que a essência da filosofia esotérica moderna está expressa nas “Cartas dos Mahatmas”, nas “Cartas dos Mestres de Sabedoria” e nos livros e textos escritos ou assinados por Helena P. Blavatsky, além de outras obras clássicas. E temos ainda os exemplos de vida de H. P. B. e outros discípulos regulares e discípulos leigos que viveram no século 19 ou antes. Muitas dessas lições práticas podem ser encontradas nos textos das cartas escritas ou ditadas por Adeptos. H. P. B. tinha as suas razões para decidir que abordaria as vidas de Iniciados no terceiro volume de “A Doutrina Secreta”. Embora este volume nunca tenha sido publicado, a literatura teosófica possui vários textos dela sobre este tema. [2]

Há, pois, dois aspectos dos ensinamentos esotéricos: o metafísico e o vivencial. Ambos são necessários.

Por outro lado, se olharmos para a filosofia teosófica desde o ponto de vista dos padrões de vibração, veremos pelo menos três “agrupamentos de ritmos”, cujas “chaves de acesso” estão presentes na literatura esotérica e disponíveis para o estudante atento.

Eles são:

1) Na medida em que cada ser humano é uma contrapartida microcósmica do universo inteiro, ele pode literalmente conhecer a si mesmo através do estudo do cosmo. As ondas mentais impessoalmente filosóficas de Jnana Ioga podem ser encontradas em “A Doutrina Secreta” [3] e outros escritos, inclusive as Cartas dos Mahatmas. Quando lidas corretamente, estas obras expandem de modo decisivo na consciência do estudante os princípios Manas (percepção mental) e Buddhi-Manas (inteligência espiritual intelectualmente articulada).

2) Um segundo “agrupamento” de ritmos mais elevados de consciência surge como consequência do ponto anterior. Ele produz, acima dos pensamentos, uma percepção interna, localizada no coração, dos processos cosmológicos em sua unidade e diversidade dinâmicas. Este grupo de vibrações muda a consciência do estudante em sua totalidade. Ele opera independentemente de quaisquer palavras ou frases, ainda que em certas condições determinadas frases sirvam para despertar a possibilidade desta vibração e para colocá-la em movimento real. Como uma metáfora, podemos dizer que este grupo de vibrações “flutua” pouco acima do primeiro “agrupamento”.

3) Outra corrente de potencialidades espirituais parece ser uma bênção indesejada. Para muitos, é uma experiência desagradável ter qualquer forma de contato com o terceiro grande agrupamento de padrões vibratórios presente nas obras clássicas da filosofia esotérica. No entanto este agrupamento é essencial no processo de aprendizagem. Ele constitui o alicerce: ele conecta a aprendizagem com o solo. Ele produz o esquecimento do eu pessoal e o discernimento, sem os quais os dois grupos anteriores de vibração são insustentáveis. 

Este agrupamento de ondas ou vibrações traz consigo as possibilidades probatórias que surgem da prática de desafiar a ignorância espiritual e o dogmatismo em suas várias formas. Ele provoca uma revolução interior na vida do estudante. Ele coloca o estudante numa incômoda proximidade do real aprendizado esotérico.

Os três agrupamentos de vibração são inseparáveis. A provação não precisa ser procurada, nem pode ser evitada, porque todo e qualquer conhecimento traz consigo algum tipo de responsabilidade e de testes. Os estudantes enfrentam “provações” na proporção direta da força e da pureza da sua intenção, e de acordo com o conteúdo e a “cor” do seu carma passado.

É inútil, portanto, perguntar quando e onde começa o processo de provação. A provação é parte da vida. Ela nunca começa ou termina. A sua intensidade é sempre determinada pela rapidez e profundidade do processo de aprendizagem, e estes dois fatores são mutáveis. 

Os testes são indispensáveis, porque não podemos viver a sabedoria sem eliminar os mecanismos de ignorância espiritual. E a ignorância não está apenas dentro de nós mesmos. Ela também está coletivamente presente na cidade, no estado, no país, e nos grupos e nas instituições de que fazemos parte.

Para alguns, o caminho espiritual é um modo de obter paz e conforto de ordem pessoal. Em suas ações, eles tentam rejeitar o processo de provação. Quando estas pessoas ficam sabendo da luta de H. P. B. contra o dogmatismo teológico e outras formas de ignorância coletiva, pensam que a fundadora do movimento teosófico era uma figura excessivamente polêmica. Adotam a opinião de que H. P. B. era menos pacífica do que deveria. Pensar deste modo pode ajudar-nos a disfarçar o nosso apego cego à rotina e ao conforto da imobilidade.

Como em geral quem desafia a ignorância coletiva é intensamente atacado, pode ser confortável ter à mão explicações e desculpas para justificar o fato de que às vezes nem sequer tentamos seguir o exemplo e o padrão vibratório dos sábios. Por isso algumas pessoas dizem que H. P. B. desafiava os dogmas do seu tempo porque era neurótica - ou talvez porque havia um princípio da sua consciência que não estava com seu corpo físico, e sim no Ashram dos Mestres dos Himalaias. Esse fato é verdadeiro. O contato ampliado com os Mestres a tornava excessivamente sensível diante da ignorância média do ser humano. Mas, independentemente destas e de outras circunstâncias, H. P. B. questionava os dogmas do seu tempo por um motivo bastante simples: ela era uma grande alma.

O mesmo fizeram inúmeros Mensageiros, grandes e pequenos, desde Pitágoras, Buddha e Lao-tzu. Mensageiros e instrutores derrubam dogmas e não dão importância a seu próprio bem-estar pessoal. A lenda dos Evangelhos é uma narrativa simbólica desta jornada. 

Vistos como padrões vibratórios, a vida e o sofrimento de Helena Blavatsky dão ao estudante lições e exemplos dignos de serem seguidos. H. P. B. foi um instrumento voluntário para a abertura de um novo caminho e para o estabelecimento de uma frequência vibratória melhor na mente humana. Mais de um século depois que ela abandonou seu corpo físico em 1891, sua vida indica o caminho estreito e difícil que, um dia, todos nós poderemos trilhar. O aspecto interno do progresso ao longo desta estrada é radiante. Sua substância é uma bênção ilimitada. No nível exterior, porém, a personalidade do aprendiz deve passar por uma dolorosa crucificação psicológica. Um Mahatma descreveu este processo em carta para um discípulo leigo:

“Já foi dito a você, no entanto, que o caminho para as Ciências Ocultas tem de ser trilhado laboriosamente e percorrido com perigo de vida; que cada novo passo nele, que leva à meta final, é rodeado por armadilhas e espinhos cruéis; que o peregrino que se aventura por ele é obrigado primeiro a confrontar e vencer as mil e uma fúrias [4] que guardam seus portões e sua entrada adamantinos [5] - fúrias chamadas Dúvida, Ceticismo, Desprezo, Ridículo, Inveja e finalmente Tentação - especialmente a última; e que aquele que quiser ver mais além tem primeiro de destruir este muro vivo; deve ter um coração e uma alma vestidos de aço e uma determinação de ferro, que nunca falha, e no entanto deve ser amável e gentil, humilde, e deve ter expulsado do seu coração toda paixão humana, que leva ao mal.” [6]

As coisas grandes se refletem nas coisas pequenas, e qualquer estudante sincero pode experimentar algo do verdadeiro discipulado se TENTAR viver à altura do ensinamento. 

Consciente ou inconscientemente, alguns preferem ignorar o fato de que o caminho para o real aprendizado é estreito e pleno de desafios. O medo, o apego à rotina e a opção pelo conforto pessoal se escondem geralmente sob belas ideias e frases espirituais. Quando o caminho do sagrado se transforma em algo para ser visto pelos outros, a prioridade passa a ser a aparência da paz. Então o estudante pode cair no quietismo, que é amavelmente definido nas Cartas dos Mahatmas como “uma paralisia completa da alma”. [7]

Os quietistas esotéricos não enxergam as valiosas oportunidades presentes inclusive nas regiões mais externas e suaves do caminho probatório. Em consequência disso, quase sempre se recusam a defender aqueles que são injustamente atacados, e os seus sentimentos solidários são feitos mais de palavras vagas do que de ações concretas. Quando escutam que o trabalho inaugurado por H. P. B. enfrenta desafios no século 21, eles ingenuamente encolhem os ombros. Pensam que isso não tem nada a ver com eles, nem com sua aprendizagem espiritual. 

Talvez estas almas com aparência pacífica tentem situar-se acima de todas as questões “mundanas” e conflitivas. Elas têm o direito de seguir ilusões, obstaculizando o seu próprio caminho e o caminho de outros. Aprenderão a seu devido tempo. Para aqueles que buscam a verdade, no entanto, é possível obter uma ligação direta e real com o ensinamento filosófico que estudam, e com a fonte sagrada daqueles ensinamentos.

Não há dúvida de que a combinação da teoria com a prática produz perigos. Ser pacífico é uma coisa. Parecer pacífico é outra coisa inteiramente diferente. 

Ser espiritual significa frequentemente parecer não-espiritual. O contraste enganoso entre a imagem externa e a realidade interna faz com que cada flor vista ao longo do caminho esconda pelo menos um ou dois espinhos que podem facilmente ferir o peregrino. E frequentemente mais do que isso. “A Voz do Silêncio” diz o seguinte sobre este nível da caminhada:

“O nome do segundo Salão é Salão do APRENDIZADO. Nele a tua alma encontrará as flores da vida, mas sob cada flor haverá uma serpente enroscada.” [8]

O caminho externo e fácil é o caminho falso. São as motivações internas que determinam que caminho estamos trilhando. As palavras suaves e hábeis podem ser apenas um instrumento de hipocrisia.

Numa das lições do Novo Testamento, o amável mestre Jesus nos ajuda a entender os ensinamentos de H. P. Blavatsky sobre a necessidade de o estudante defender a verdade contra a mentira, ao invés de tentar parecer santo aos olhos dos outros.

Jesus diz:

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniquidade. Fariseu cego! Limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior fique limpo.” (Mateus, 23: 25-26)

Aqueles que consideram pouco amável a atitude de H. P. B. para com os que se apegam à ignorância deveriam meditar calmamente, e com regularidade, sobre estas palavras de Jesus:

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois vocês são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundície.” (Mateus, 23: 27-28)

Há, pois, uma profunda diferença entre a aparência externa de paz, continuamente ensaiada por todos os tipos de sepulcros caiados - teosóficos ou não - e a provação espiritual interna enfrentada por aquele que decide fazer um verdadeiro auto-sacrifício. Talvez esta seja a razão pela qual nas Cartas dos Mahatmas os estudantes são convidados a agir como “guerreiros espirituais”. [9]

Nos primeiros anos do movimento teosófico moderno, a tarefa que confrontava os teosofistas era descrita como um “esforço desesperado” (“forlorn hope”). A expressão usada em inglês é de origem alemã e significa um empreendimento que quase certamente fracassará, uma iniciativa perigosa ou sem chances de vitória. [10] Em carta para um discípulo leigo, um Mestre explicou o uso que fizera da expressão:

“O que eu quis dizer com ‘esforço desesperado’ foi que, quando se considera a magnitude da tarefa a ser empreendida pelos nossos trabalhadores teosóficos, e especialmente as múltiplas forças já reunidas e que ainda se reunirão contra ela, bem podemos compará-la a um daqueles esforços desesperados contra condições esmagadoramente adversas que um verdadeiro soldado se orgulha de tentar. Você fez bem em ver o ‘grande propósito’ no tímido começo da S. T.” [11]

Se olharmos os desafios que a nossa civilização enfrenta na primeira parte do século 21, e se fizermos uma avaliação séria do movimento teosófico em escala mundial, não será difícil compreender por que motivo o Mestre usou a expressão esforço desesperado para descrever a tarefa dos teosofistas do século 19. Mas não há tarefa impossível a longo prazo. O trabalho prático na direção correta traz os testes que, no seu devido tempo, permitem aos estudantes acumular experiência até alcançar a sabedoria de modo seguro e sustentável.

O caminho da provação espiritual nos convida a esquecer aparências para aumentar e proteger o Templo da Verdade em nossos próprios corações e mentes. Ao fazer isso, começamos a preparar-nos para merecer as bênçãos desconfortáveis do discipulado leigo. Um mestre dos Himalaias escreveu:

“Aquele que quiser erguer alto a bandeira do misticismo e proclamar que o seu reino está próximo tem que dar o exemplo aos outros. Ele deve ser o primeiro a mudar os seus próprios modos de vida; e, com relação ao fato de que o estudo dos mistérios ocultos é o degrau mais alto da escada do Conhecimento, tem que proclamar isso em voz alta, apesar da ciência exata e da oposição da sociedade. O Reino do Céu é obtido pela força, dizem os místicos cristãos. É somente com uma arma na mão e disposto a vencer ou morrer que o místico moderno pode ter a expectativa de alcançar seu objetivo.” [12]

A arma na mão, naturalmente, é o amor à verdade. E é também o respeito a todos os seres.

Durante a caminhada em direção “ao reino do céu em nosso interior”, devemos TENTAR o melhor, centenas de vezes, cometendo o tempo todo erros dolorosos.

Gradualmente aprenderemos a errar menos e a corrigir com mais rapidez as nossas falhas. Se perseverarmos, uma coisa será percebida: quando o bom carma começa a amadurecer, uma nova manhã se anuncia no horizonte e o real aprendizado já domina inteiramente a jornada. Então os efeitos externos das bênçãos interiores passam a ser menos desconfortáveis.  

NOTAS:

[1] “Luz no Caminho”, M. C., edição luso-brasileira, The Aquarian Theosophist, 2014, 85 pp., Regras 10 a 12, Primeira Série de Regras, p. 22.

[2] A edição original de “A Doutrina Secreta” consiste de dois volumes. O terceiro volume nunca foi publicado e seus originais desapareceram após a morte de H. P. B. No entanto, alguns dos textos de H. P. B. sobre vidas de iniciados não se perderam, e estão publicados em “Collected Writings of H. P. B.”, volume XIV, TPH, EUA, 1985, 733 pp.

[3] Um texto clássico, neste sentido, é “As Três Proposições Fundamentais”, de H. P. Blavatsky. Ele pode ser encontrado através da Lista de Textos por Ordem Alfabética, em www.FilosofiaEsoterica.com

[4] Fúrias: na mitologia clássica, divindades femininas que puniam crimes, instigadas pelas vítimas, e vingavam os deuses.

[5] Adamantinos, isto é, feitos de diamante.

[6] “Cartas dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Brasília, edição em dois volumes, Carta 126, volume dois, p. 274.

[7] “Cartas dos Mahatmas”,  Ed. Teosófica, Carta 11, volume um, p. 76.

[8] “A Voz do Silêncio”, Helena Blavatsky, Fragmento I. A obra está publicada na íntegra em www.FilosofiaEsoterica.com.

[9] “Cartas dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Carta 130, volume dois, p. 287.

[10] “Webster’s Encyclopedic Unabridged Dictionary of the English Language”, edição de 1989.

[11] “Cartas dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Carta 15, volume um, pp. 104-105.

[12] “Cartas dos Mahatmas”, Ed. Teosófica, Carta 02, volume um, p. 43. 

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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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21 de Julho de 2014

COMO EVITAR A MEDIUNIDADE E SEUS PERIGOS

Busca Espiritual Requer Ação Definida e Plena Atenção

Joaquim Soares


Helena Blavatsky (1831-1891)



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O  artigo a seguir foi publicado pela
primeira vez na edição de abril de 2008 de
 “O Teosofista”, sem indicação do nome de autor.

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Segundo a filosofia esotérica, a mediunidade e a perda da independência devem ser evitadas a  todo custo, mas elas não ocorrem apenas em sessões espíritas.  Os perigos da passividade psíquica diante de forças sutis pouco recomendáveis são enormes em qualquer ambiente “espiritual” que estimule nas pessoas uma obediência cega.  

Para evitar esta dominação paralisante, uma pedagogia espiritual eficaz deve estimular o desenvolvimento de uma vontade individual ativa, unida a um desejo de agir corretamente, e a uma decisão de ser individualmente  responsável pelo que se faz e pelo que se deixa de fazer.

Em 1885, Helena Blavatsky publicou e respondeu três perguntas de um leitor, no  periódico “The Theosophist”, que ela publicava mensalmente na Índia:

1) Quais são os sintomas, tanto externos como internos, que permitem detectar se estamos tornando-nos, ou se já nos tornamos de fato, um médium ‘espírita’?

2) Serão parte dos sintomas a má saúde, a perda da vitalidade, e a consequente perda de força-de-vontade, assim como a distração mental?

3) Quais são os meios para defender-nos eficientemente de tal processo?  E se o processo já se completou, quais são os meios para dissipar os seus efeitos?

H. P. Blavatsky respondeu da seguinte maneira:

1) Perda de vitalidade e seus resultados.

2) Sim.

3) Vontade positiva, estudo, atividade, trabalho. [1] 

A prática da teosofia clássica nada tem a ver com passividade. Ela inclui elementos de Raja Ioga (a sabedoria pelo auto-controle e autoconhecimento), de Carma Ioga (a sabedoria pela ação correta) e de Jnana Ioga (a sabedoria pela contemplação das verdades universais).

Nestas três linhas de ação, uma vontade ativa, unida à ética, é um elemento central e indispensável.

NOTA:

[1] “The Theosophist”, Adyar, India, February 1885, p. 119.


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Sobre o mistério do despertar individual para a sabedoria do universo, leia a edição luso-brasileira de “Luz no Caminho”, de M. C.


Com tradução, prólogo e notas de Carlos Cardoso Aveline, a obra tem sete capítulos, 85 páginas, e foi publicada em 2014 por “The Aquarian Theosophist”.

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A VERDADEIRA CONCENTRAÇÃO

O Tipo Correto de Concentração
Produz um Buddha ou um Cristo 

John Garrigues





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NOTA EDITORIAL:

John Garrigues (1868-1944) foi um dos principais
teosofistas do século 20. Cofundador da Loja Unida de
Teosofistas em Los Angeles em 1909, Garrigues trabalhou
anonimamente e deu um impulso decisivo à preservação da
teosofia original. Ele é o autor de alguns livros importantes e
de grande número de artigos publicados na revista “Theosophy”
entre 1912 e 1944. O texto a seguir é traduzido da edição de
novembro de 1926 de “Theosophy” (pp.  31-32), onde foi
publicado sem indicação sobre o nome do autor.  A análise
do seu conteúdo e estilo, porém, indica que o texto foi
escrito por John Garrigues. Título original: “Concentration”.

(Os Editores de www.FilosofiaEsoterica.com  )

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Há alguns segredos de Hatha Ioga que -  uma vez redescobertos,  ou descobertos pela metade  -, provocaram o surgimento de inúmeros cultos dedicados à conquista deste ou daquele  objetivo pessoal através da prática da “concentração”, ou “meditação”.

De fato, existe um poder imenso na arte da concentração. A natureza desse poder torna recomendável compreendê-lo, antes de começar práticas para o seu desenvolvimento.  

O tipo correto de concentração produz um Buddha ou um Cristo. O tipo errado de concentração - o único tipo conhecido da maior parte dos seus expositores ocidentais - produz um Kansa [1], um Judas, ou um médium.  

A concentração, como qualquer outra ação, implica a existência de um tema e de um objeto, e a existência daquele que age e daquilo sobre o que é exercida a ação.  Há muitos campos possíveis para a sua aplicação dentro da consciência humana, e nenhum deles é compreendido pelo Ocidente moderno.  Existe a concentração sobre um campo especial da natureza; e há a concentração sobre um objeto especial dentro daquele campo.

O princípio do desejo, Kama, é a força motora da média dos seres humanos, e necessariamente absorve noventa e nove por cento do poder de atenção do indivíduo. Para a maior parte das pessoas, o resultado disso é uma oscilação sem rumo certo, com uma troca contínua de um objeto dos sentidos por outro.  O homem não escolhe um objetivo específico no qual concentrará a ambição da sua vida. Deste modo, a  vida é fragmentada e desperdiçada em uma busca interminável de gratificações, e não há um efeito permanente sobre o caráter da pessoa, exceto pela tendência de repetir a experiência nas vidas futuras.

Alguns poucos buscam a realização de uma meta definida.  Quando a vontade é suficientemente forte para que haja concentração em torno da meta, a ambição é realizada. Estes são os casos dos nossos modernos Morgan, Rockefeller, etc.[2]  Os resultados deste poder de concentração também incluem grandes artistas e gênios em áreas específicas de conhecimento. São poderes produzidos por uma concentração unilateral, mantida durante mais de uma encarnação. E isso, também, só produz uma maior cristalização da mesma tendência, com a contínua repetição de uma estrutura destinada a desmoronar ao final de cada encarnação.

Em tais casos de êxito material, o poder da concentração é conhecido. Mas não se conhece a diferença decisiva entre o que é a alma e o que não é a alma - entre aquilo que é eterno e o que é passageiro.

Conta-se que, no caso de Gautama, para que a sua alma chegasse à condição de Buddha, a vontade de obter a libertação espiritual teve que ser mantida sem interrupções durante incontáveis encarnações. 

Nem todos, entre nós, poderão tornar-se Buddhas neste Manvântara [3]; mas quem já conhece alguma coisa da realidade espiritual compreende que mesmo o ganho material mais vasto não tem qualquer valor, se comparado ainda que seja com uma pequena quantidade de crescimento permanente. A construção da permanência não surge da concentração na busca de ganhos materiais. Ela vem da concentração na prática de ações materiais que possibilitam alcançar metas espirituais.

A verdadeira concentração tem uma natureza dual: de um lado, a concentração fixa da vontade na realização eficiente do que quer que esteja ao alcance e deva ser feito; e de outro, uma percepção igualmente constante do verdadeiro motivo pelo qual a ação deve ser realizada: o benefício de todos os seres.  Assim o indivíduo se torna uma força impessoal da natureza e não tem motivo para agir para si mesmo.

Durante a vida nesta terra, sentimos que estamos aparentemente presos e acorrentados. Isso se deve a uma visão errada do objetivo da vida e Daquilo que vive durante esta vida.  Para preservar nossa existência, temos que praticar ações. Como a vida material se movimenta sempre entre os grandes pares de opostos, ninguém consegue libertar-se totalmente de ações tediosas e desagradáveis. Portanto, é em vão que nos esforçamos para escapar dos deveres necessários e para seguir a ilusão do desejo. Quando os esforços se frustram, eles resultam em feridas profundamente sensíveis, devido aos ferros das correntes.  Quando os esforços têm êxito, eles apenas demonstram o fato de que nós trocamos as velhas correntes por outras, novas.

Todo ser que cumpre seu dever - não para beneficiar a si mesmo, mas porque tal é o seu dever -  alcança uma condição de alma em que há indiferença quanto à natureza da ação, uma vez que a ação promova o bem comum. Ao fazer isso, o indivíduo descobre que a ilusão segundo a qual “a felicidade depende de sensações” não passa de um sonho. A verdadeira felicidade surge espontaneamente de dentro; e isso ocorre sempre que o Ser se liberta de desejos voltados para objetos externos.

A concentração física e mental sobre a realização correta de ações é necessária para que a roda da vida possa girar suavemente, e para que os destinos das criaturas não sejam lançados em confusão.  A meditação espiritual deve ser dirigida a Ishwara, o Eu Interior, “que não pode ser perturbado por problemas, trabalho, frutos de trabalho, ou desejos”.   Este é o caminho que leva à libertação das dores e dos castigos do egoísmo -; à libertação do cárcere da limitação humana, e de todo Carma.

A concentração, portanto, pode ser vista como universal; como aquilo que mantém a manifestação ao longo do período de um ciclo ou período de evolução do universo.

Ela também pode ser vista como Hierárquica [4], dentro do ciclo maior; como aquilo que mantém qualquer estado determinado de consciência e ação.

E pode ser vista como individual ou pessoal; como aquilo que mantém a identidade do ser, seja numa determinada forma, num determinado estado, uma determinada Hierarquia, ou ao longo de todo o vasto ciclo do Manvântara. Esta última é a concentração espiritual, cujo cultivo é o real Objetivo de todas as existências finitas.  Ela é exemplificada pelos Mestres de Sabedoria.

Qualquer outra forma de concentração é perecível porque não passa de um instrumento para alcançar um fim igualmente finito e mortal.

NOTAS:

[1] Kansa.  Na narrativa clássica do “Mahabharata” hindu, Kansa, um tio de Arjuna, era um traidor. Arjuna é o personagem central do “Bhagavad Gita”, que faz parte do Mahabharata. (Nota dos editores de www.FilosofiaEsoterica.com )

[2] Morgan, Rockefeller.  Dois famosos milionários dos Estados Unidos durante o século 20. (Nota dos editores de www.FilosofiaEsoterica.com )

[3] Manvântara. O longo período de manifestação objetiva do Universo, que se alterna com o Pralaya, o período de não-manifestação. (Nota dos editores de www.FilosofiaEsoterica.com )

[4] Hierárquica.  Alusão às hierarquias de inteligências divinas. (Nota dos editores de www.FilosofiaEsoterica.com )

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