28 de Outubro de 2007

A Sense of Wonder / O sentido de deslumbramento

"A SENSE OF WONDER"
by David W. Orr

David W. Orr is a professor and chair of the Environmental Studies Program at
Oberlin College and author of Ecological Literacy and Earth in Mind.

«A revolution in education is underway and it is starting in the most unlikely places. The revolu-tionaries are not professional educators from famous universities, rather they are elementary school students, a growing number of intrepid teachers, and a handful of facilitators from widely diverse backgrounds. The goal of the revolution is the re-connection of young people with their own habitats and communities. The classroom is the ecology of the surrounding community, not the confining four walls of the traditional school. The pedagogy of the revolution is simply a process of organized engage-ment with living systems and the lives of people who live by the grace of those systems.
Perhaps the word "revolution" is not quite the right word, for what is captured in the images that follow is more akin to a homecoming. We all have an affinity for the natural world, what Harvard biologist Edward O. Wilson calls, "biophilia." This tug toward life is strongest at an early age when we are most alert and impressionable. Before their minds have been marinated in the culture of television, consumerism, shopping malls, computers, and freeways, children can find the magic in trees, water, animals, landscapes, and their own places. Properly cultivated and validated by caring and knowledge-able adults, fascination with nature can mature into ecological literacy and eventually into more and purposeful lives.
A curriculum that enables young people to discover their own homes as described here is not an add-on to the conventional curriculum. It is rather the core of a transformed education that enables young minds to perceive the extraordinary in what we mostly mistake for the ordinary. There has never been a time when we needed the kind of transformation described here more than at the end of a century of unprecedented violence and at the dawn of the new millennium. We need it, first, to help open young minds to the awareness of the forgotten connections between people, places, and nature.
But we need a transformed curriculum and schools as the start of a larger process of change that might eventually transform our communities and the culture beyond. If this occurs, and I believe that it will, it will begin with small everyday things: freshwater shrimp, the trees along the banks of streams, the lives of ordinary people, the stories we tell, and the excitement of children.
D.H. Lawrence once said that "Water is H 2 O, hydrogen two parts, oxygen one, but there is also a third things that makes it water and nobody knows what it is." It is magic, the kind that can only be found in nature, life, and human possibilities once we are open to them. What is captured in the images that follow is the kind of education that takes young people out of the classroom to encounter the mystery of the third thing. In that encounter they discover what Rachel Carson once called the "sense of wonder." And that is the start of a real education.»

Artigo retirado de www.ecoliteracy.org

27 de Outubro de 2007

AS FALSAS ACUSAÇÕES SOBRE HELENA BLAVATSKY - A verdade, 100 anos depois.

"Bem sabemos que para uma boa parte do actual consumismo pseudo-esotérico, Helena Blavatsky pouco ou nada significa. No entanto, podemos com toda a convicção asseverar que ela foi não somente a mulher mais sábia do seu século mas, provavelmente, de todas quantas a História tem registo; que se não fora a sua coragem em expor publicamente o que todos desconheciam ou não se atreviam a confessar, sofrendo com isso os mais brutais e aviltantes ataques, tudo quanto (pelo menos no Ocidente) se reclama (bem ou mal, melhor ou pior) de Esoterismo e Ciências Ocultas - incluindo os que aí encontram um modo de vida fácil e menos custoso do que o do trabalho comum - estaria metido na toca e/ou nem sequer saberia que “tais coisas” existiam. (...)"*

"(...) Vários deles [desses ataques contra H.P.B.] radicaram de um célebre relatório produzido em 1885 pela SPR - Society for Psychical Research, de Londres (ou, mais precisamente, pelo seu membro Richard Hodgson), que a apresentava como uma impostora. Tal acusação ainda hoje é citada como base das apreciações depreciativas que contra Helena Blavatsky são feitas em enciclopédias ou em libelos de fanáticos ou sectários desta ou daquela Igreja. Face a isto, cumpre esclarecer que, mais de 100 anos depois, a mesma Sociedade, após um trabalho de investigação do seu membro Vernon Harrison, expressa e formalmente declarou a incompetência, parcialidade e não confiabilidade daquele relatório, e reconheceu que ele não pode nem deve servir de base para qualquer acusação contra Helena Blavatsky (cfr. Vernon Harrison, “H.P.Blavatsky and the SPR - An Examination of the Hodgson Report of 1885″; Theosophical University Press, Pasadena, California, 1997). (...) Esperamos que novas versões de enciclopédias, bem como de escritos contra Helena Blavatsky, tenham em conta a rectificação que foi feita. Triste e significativamente, já verificámos que, em alguns casos, não houve esse zelo e esse escrúpulo…"*

*Excertos retirados da revista Biosofia n.º22, Setembro 2004, Lisboa, CLUC

Versões On-line:
H.P.Blavatsky and the SPR: An Examination of the Hodgson Report of 1885
H.P.Blavatsky y la Sociedad para las Investigaciones Psíquicas (em castelhano)

18 de Outubro de 2007

A arte da fotografia Raio-X, por Albert Koetsier

"É sabido há mais de duzentos anos que a película fotossensível produz imagens a que chamamos fotografias quando exposta à luz. Essas imagens são o resultado da interacção dos fotões que compõem a luz visível com a substância que reveste a película; daí o seu nome. No final do século XIX Roentgen descobriu que os Raios X não somente atravessavam corpos opacos como impressionavam igualmente a película fotográfica. Estas propriedades foram de imediato aproveitadas pelos cientistas para produzir radiografias que, desde então, têm sido usadas no âmbito quase exclusivo da medicina.

Durante os primeiros anos de utilização dos Raios X os cientistas fizeram algumas experiências com fins meramente estéticos, como o dr. Dain Tasker, um médico americano que realizou diversas radiografias de flores e plantas. Consideradas então como simples curiosidade sem valor, essas imagens permaneceram guardadas e esquecidas até serem resgatadas pela sua intrínseca qualidade fotográfica e artística. Recentemente foram vendidas em leilão em Nova Iorque, onde atingiram somas astronómicas.

A estrutura e composição dos seres vegetais torna-os especialmente fotogénicos nas radiografias e Tasker pressentiu-o. Usou radiografias de alta precisão, compôs arranjos vegetais com sentido artístico e tirou partido das formas e transparências. Actualmente existem diversos artistas que se dedicam à arte de desenhar com a luz. Facto curioso, são quase sempre dentistas ou médicos que têm acesso a equipamento de Raios X. Não se contentando com o simples registo do reflexo da luz nos objectos, preferem captar o efeito produzido pela sua viagem através deles.

Um desses artistas é o holandês Albert Koetsier, técnico de Raios X e fotógrafo amador. Koetsier foi além dos negativos das radiografias de flores e plantas e transformou-os em positivos. Após uma selecção elimina aqueles que apresentam imperfeições, manchas ou sobre-exposições - é frequente aproveitar um em cada dez. Seguidamente pinta-os com as mesmas tintas com que há um século atrás se coloriam os postais ou as fotografias a preto e branco. O resultado é uma combinação entre a imagem analítica dos Raios X e o toque da cor aplicada manualmente, entre arte e técnica."

Fonte: http://blog.uncovering.org/archives/2007/08/radiografia_art.html

Visitar: Beyond Light

14 de Outubro de 2007

A Confluência da Ciência e Ciência Oculta no Século XXI (1.ª parte)

A apresentação de textos de Filosofia Esotérica neste website pretende:
- afirmar a Teosofia como o tronco comum de todas as religiões e filosofias;
- demarcar a verdadeira Ciência Espiritual, a Teosofia (Teo= Deuses, Sofia=Sabedoria; Sabedoria dos Deuses), do carrocel da pseudo-espiritualidade, das fantasias alianantes, dos vendedores de ilusões, das mil e uma afirmações insensatas e fantasiosas;
- incentivar o estudo sério da genuína e profunda Ciência Esotérica;
-demostrar a validade de muitas das inúmeras afirmações apresentadas na Doutrina Secreta de Helena Blavatsky (que, apenas "levantou uma ponta do véu" do Ensinamento Sagrado, da Sabedoria Intemporal) face aos avanços da ciência;
- apontar a confluência (onde ela existir) da ciência e Ciência Oculta, cada vez mais evidente neste início de um novo milénio, bem como a
acção inspiradora da Teosofia sobre muitos vultos da ciência;
Aqui, apresentamos apenas vislumbres... que podem (e merecem) ser seguidos, através das múltiplas referências que deixamos - de outros estudantes e investigadores mais profundos da Ciência Oculta e de um conjunto de obras sérias e valiosas.

O seguinte texto é constituido por excertos retirados de um artigo, mais amplo, apresentado na revista de investigação teosófica Portugal Teosófico, n.º 82 tomo 2 de 2001, p.31 a 34.

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A Confluência da Ciência e Ciência Oculta, no Século XXI

"(...) O conhecimento trazido pela Teosofia é adaptado às necessidades humanas e permite ultrapassar os erros do materialismo científico. Não contestamos os dados objectivos recolhidos pela Ciência; contestamos a sua má interpretação e a recusa em aceitar o que contraria a verdade oficial, para evitar sanções. Algumas teorias persistem por falsas razões: censura aos factos (o darwinismo, por exemplo); escolha do que pode e não pode ser analisado; imposição de metodologias inadequadas ao tipo de estudo; falta de inclinação ou de vontade para estudar certos assuntos apesar das múltiplas evidências, etc. Outras, como a do Big Bang vêem apenas o lado material e não assimilaram os novos conceitos avançados pelas Teorias - Holística, Quântica, Sete Planos do Ser e tranferência de energia entre Planos, etc."

"A Ciência adoptou o método indutivo Aristotélico que parte do particular para o geral, assim como se fosse juntar as peças de um puzzle gigantesco. (...) o paradigma científico prevalecente do materialismo tem muitas hipóteses não justificadas ou objectivadas. (...) Isto significa que a própria ciência não trata da verdade ou conhecimento per se - mas antes de uma interpretação do mundo físico. Em contraste, a Ciência Oculta opera segundo a tradição Platónica movendo-se do geral para o particular dentro dos limites do ring-pass-not (i.e., dos limites da fronyeira do crescimento evolutivo) de cada sistema do mundo: a globalidade, o grande quadro é primeiro visto na sua natureza essencial e o modo como ele se apresenta em efeitos particulares é então explorado. O processo da mente é essencialmente ´um pensamento lateral` e intuitivo, aplicado de modo inserido no todo.(...)
Hoje encontramos um número crescente de cientistas voltados para o misticismo como complemento do método científico racional. (...) os professores e estudantes do Massachusetts Institute os Technology (MIT) formaram uma sociedade alquímica e estudam regularmente a Doutrina Secreta. (...) Esta obra é também discutida periodicamente no Harvard Club de Nova York por alguns professores de química incluindo professores do MIT. (...)

(...) É importante manter uma perspectiva imparcial e objectiva sobre as diferenças aparentes e concordâncias entre a ciência e Ciência Oculta. Porque as duas ciências as duas ciências tem objectivos e contribuições distintos embora complementares, não é ajuizado sobrepor em excesso cada uma delas a áreas que possam ser com mais confiança e adequação resolvidas pela outra. Já foi dito que a Ciência Oculta trata principalmente das questões fundamentais e dos factores causais, enquanto a ciência lida com as manifestações visíveis e exteriores destas influências internas, invisíveis e numenais. (...)"

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Exposição de Helena Blavatsky na Doutrina Secreta (1888), em Ciência Espiritual, e descobertas científicas posteriores que a corroboraram.

COSMOLOGIA
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Queda do Materialismo

Doutrina Secreta
"Estamos no fim do ciclo de 5000 anos do actual Kali Yuga Ariano; e entre este tempo (i.e. 1888) e 1897 (início do novo milénio do Yuga) haverá um grande rasgão do véu da natureza e a ciência materialista conhecerá um golpe de morte".

Ciência
Descobertas experimentais:
1895 Raio X - Roentgen
1896 Radioactividade - Becquerel
1897 Electrão - Thompson
Matéria Radiante de Crookes
Elementos Radioactivos - Curie

Progressos teóricos:
1900 Quantum - Plack

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Descobertas gerais da Ciência Natural

Divisibilidade do átomo: "O átomo é divisível e deve ser formado por partículas ou sub-átomos... É sob a doutrina da natureza ilusória da matéria e a infinita divisibilidade do átomo que toda a Ciência Oculta é estabelecida." DS
A descoberta do electrão em 1897. Subsequentemente, o protão, neutrão, quark e outras partículas e as suas antipartículas foram descobertas. "Teremos de abandonar a filosofia de Demócrito e o conceito de partículas elementares fundamentais". Heisenberg Science Março 19, 1976.


Movimento Perpétuo: "É uma lei fundamental do Ocultismo que não existe repouso ou cessação do movimento na natureza". "O Movimento Incessante... é o movimento perpétuo do universo, no sentido do espaço sem limites e sempre presente." DS

"A investigação científica mostra que tanto tanto no infinitamente pequeno como no infinitamente grande, tudo é movimento... e nada se encontra em repouso." Garret Service (The Einstein Theory of Relativity, N.Y.E.M. Radimann, 1928, p.48


Inconvertibilidade da massa e energia: "Para a Ciência Oculta a força e a matéria são apenas os dois lados da mesma Substância." DS

Einstein e a famosa equação E=mc2
"A Matéria é ela própria convertível em energia radiante" - Millikan


Energia atómica: "O ´movimento onda das partículas vivas` só é compreensível segundo a teoria de um Princípio Espiritual Vital e Universal... que se manifesta como energia atómica apenas no nosso plano de consciência." DS

"A equação de Einstein diz que bastaria um grama de massa ser transformada em calor em cada segundo, para 90 biliões de Kilowatts de corrente (eléctrica) serem continuamente produzidos." Millikan

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Origem e Periocidade do Cosmos

Origem do Cosmos: "O Universo evolui de um Sol central, o PONTO, a origem oculta sempre perene."
"Os átomos emanados de um Ponto Central emanam por sua vez novos centros de energia, os quais... se multiplicam em outros centros menores. São estes que formam... as raízes dos mundos e globos que dão à luz homens, através dos sete reinos."
DS

O ponto último (matemático) existe no tempo zero do big bang, onde este ponto se expande como espaço-tempo para constituir o Universo físico em expansão. (ver nota final).
"Houve um tempo chamado o big bang em que o Universo era infinitamente pequeno e infinitamente denso". Hawking, A Brief History of Time, Bantam Press, 1988.


Periodicidade do Cosmos: "O aparecimento e desaparecimento dos Mundos é como um movimento de maré de fluxo e refluxo."
"Este processo de expansão (do Universo durante o período activo) e contracção do Universo durante o período dormente ocorre desde toda a eternidade e o nosso universo actual é apenas um de uma série infinita que não tem começo e não terá fim."
DS

Um padrão de repetição cíclica do big bang (expansão a partir de um ponto) seguido de um big crunch (contracção para um ponto). "Segundo a teoria geral da Relatividade devia ter havido um estado de densidade infinita no passado, o big bang, que teve um tempo efectivo de começo. Analogicamente, se o universo recolapsa deve haver um outro estado de densidade infinita no futuro, o big cruch, no fim do tempo". Hawking
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Nota: No texto é referido o modelo big bang tradicional. A Doutrina Secreta não defende o modelo big bang tal como é correntemente entendido - mas apenas alguns aspectos da contrapartida física de princípios esotéricos. Ter presente que as descobertas recentes da Ciência estão a forçar que o modelo do big bang esteja constantemente a ser actualizado e modificado. Há vários modelos big bang.
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Ver Colectânea de Textos de Ciência Espiritual/Teosofia na coluna da direita

5 de Outubro de 2007

Rumi, o místico do amor

"Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.

Na verdade,
somos uma só alma, tu e eu.
Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.
Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu."


Al Rumi


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Celebra-se em 2007 os 800 anos do nascimento de Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), considerado um dos maiores místicos e poeta da civilização islâmica. Rumi nasceu no Afeganistão, viveu grande parte da sua vida no Irão e passou os seus últimos dias até morrer na Turquia. "A sua influência na filosofia, literatura, misticismo e cultura, foi tão profunda que por toda a Ásia Central e países Islâmicos quase todos os sábios religiosos, místicos, filósofos, sociólogos e outros, reflectiram sobre seus escritos durante vários séculos". A UNESCO considerou 2007 o Ano Internacional de Rumi.


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Teoria Darwinista e Selecção Natural


"Não é contra as descobertas zoológicas e antropológicas baseadas em fósseis do homem e dos animais que todos os místicos e ´crentes` em uma alma divina se revoltam interiormente, mas apenas contra as conclusões imaturas contruídas sobre teorias preconceituosas, feitas para caber dentro de certos preconceitos"

"A ´Selecção Natural` não é uma Entidade; é antes uma frase conveniente para descrever o modo pela qual a sobrevivência dos aptos e a eliminação dos inaptos é levada a efeito, na luta pela existência. Mas a Selecção Natural, na humilde opinião desta escritora, é na realidade um puro mito; especialmente quando a ela se recorre para explicar a origem das espécies. por si mesma nada pode produzir e opera apenas na matéria tosca que lhe é fornecida. A verdadeira questão desta tese é: que CAUSA - combinada com outras causas secundárias - produz as variações nos próprios organismos."

Helena Blavatsky, in A Doutrina Secreta



Ver "Darwinismo versus Criacionismo. E uma terceira hipótese" (contém ligações a alguns muito bons artigos, em português e inglês)
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4 de Outubro de 2007

Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera



Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera (Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring) é um filme belíssimo, realizado por Kim Ki-Duk em 2004.

Um filme de rara e sublime beleza e, seguindo a tradição dos contos budistas, com uma história que nos convida a uma profunda reflexão sobre a influência dos ciclos da vida, metafóricamente representados na cadência das estações do ano e no seu ciclo de nascimento, crescimento, envelhecimento, morte... e nascimento.


A não perder esta pequena jóia do cinema. Encontra-se na maioria dos video-clubes!


Para ver trailer visitar: