29 de Maio de 2009

A Reinvenção avança, apesar de tudo

“ (…) aqui na Terra é sob enorme pressão e com grande dificuldade que avança a reinvenção da civilização, mas não poderia ser diferente, ou por acaso alguém se iludia com a imagem de um mundo decadente abrindo os braços a tudo que vem a destrui-lo? Essa ideia de destruição, apesar de verdadeira, porque há de se demolir a casa velha para construir uma nova e melhor, é explorada pelas instituições actuais para disseminar o medo e provocar resistência ao avanço de tudo que vem a salvar nossa humanidade, conduzindo-a a um patamar mais sofisticado e livre de experiências. Intimamente, todos somos pressionados a nos purificar dos padrões repetidos como tradições, que foram bons outrora, mas que se tornaram contraproducentes.

Fonte: www.quiroga.net

28 de Maio de 2009

Holanda fecha prisões por falta de criminosos

“O Ministério da Justiça Holandês anunciou o encerramento de 8 prisões e um corte de 12000 empregos no sistema prisional. Um acentuado declínio na criminalidade tem deixado muitas celas vazias.”


Notícia completa aqui.

26 de Maio de 2009

Parque Natural do Gerês e Ilha das Flores são Reserva Mundial da Biosfera

Há cerca de um ano atrás, mais precisamente em Agosto, deixámos aqui o nosso desejo de ver um dia todo o Arquipélago dos Açores incluído pela UNESCO na Reserva Mundial da Biosfera.

Na altura escrevemos o seguinte:

"Consideradas pela National Geographic Traveler como as segundas melhores ilhas do mundo para viajar, os Açores são um tesouro a preservar. Esperamos sinceramente que um dia todas as nove ilhas possam ser consideradas pela UNESCO como Reserva da Biosfera (como já acontece com o Corvo e a Graciosa), contribuindo assim para uma maior protecção destes verdadeiros santúarios naturais. Julgamos que só desta forma será garantida a preservação definitiva deste valiosíssimo património natural e cultural e um desenvolvimento verdadeiramente sustentado, que mantenha as ilhas a salvo das "garras" da ganância e do inescrúpulo que já desfiguraram outros locais idênticos..."

Hoje, recebemos com grande alegria a notícia da integração do Parque Nacional Gerês (que se inclui no Parque Internacional Luso Galaico Gerês/Xerês) e da Ilha das Flores na Reserva Mundial da Biosofera.

Caminhamos desta forma para uma mais efectiva preservação de mais dois belíssimos santuários naturais e de toda a cultura das povoações que aí radicam. Deixamos aqui o nosso agradecimento público a todos os que trabalharam ao longo destes anos para que esta iniciativa se tornasse uma realidade.

Já só faltam 6 Ilhas!

25 de Maio de 2009

Educação - pensamentos de Agostinho da Silva


“Acreditando, pois, que o homem nasce bom, o que significa para mim que nasce irmão do mundo, não seu dono e destruidor, penso que a educação, em todos os seus níveis, formas e processos não tem sido mais que o sistema pelo qual esta fraternidade se transforma em domínio.

(…)

O grave de tudo isto é que nos lembramos sempre da criança que fomos e que por nossas mãos matamos, às vezes nos consolando com a ideia de que eram as mãos dos outros que estavam apertando as nossas para o estrangulamento, mas sentindo bem que o vencer na vida significa afinal o ter vencido a vida (…).

De tal modo nos terá dominado o nosso sistema de educação que nunca mais criança alguma nascerá para ser livre na plena liberdade do mundo? Terá o feitiço tomado contra do feiticeiro e cada vez aperfeiçoaremos mais os nossos sistemas pedagógicos apenas para que cada vez maior a nossa eficiência na batalha da vida, ou na batalha em que transformamos a vida? Nenhum dos melhores acreditou jamais em que tal se desse; fé e esperança se têm unido para assegurar que para além de todas as violências, porventura necessárias para que o grupo humano se organizasse, o tempo virá de caridade, entendendo-se caridade não como aquele suplemento de humilhação que se leva aos que caíram na luta, mas como o amor irrestrito que, embora consciente dos defeitos do amado, o ama sem pensar em saldo positivo ou negativo.

(…)

O reino que virá é o reino daqueles que foram crucificados em todas as épocas, por todas as políticas e por todas as ideologias, apenas porque acima amavam a liberdade e a consideravam, não ao medo, às restrições e à força, como o grande motor do mundo (…).

No futuro que chega e se adiantará na medida em que o quisermos nós todos e o incorporarmos desde já à nossa existência, dentro de todas as limitações e sofrendo de todos os embates das ordens que estão condenadas a desaparecer, mas que, agonizando, ferem, a educação não poderá ser mais do que o fornecer a cada um tudo o que solicite para que a sua pessoa se possa desenvolver e afirmar; repetindo a afirmação de que se nasce bom e capaz de tudo o que signifique amor pela vida – até que dois versos se tornem realidade e se transforme o amador na coisa amada e todos achem que é sempre curta a vida para o longo amor que, livre, em nós, já livres, arderá –, a educação não terá outra tarefa senão a de deixar que a bondade inicial esplenda e seja. Resumindo, diria apenas que a natureza humana, mais do que boa, é excelente; que a sociedade, e nela a educação, ajudando o homem a sobreviver, o tem limitado, e muito, no melhor, que é o seu ser livre; mas que o pior passou e que todo o sofrimento e toda a treva serão apenas pesadelos finalmente em paz e luz desfeitos.”



In, “Educação de Portugal” (texto escrito em 1970), publicado em Textos Pedagógicos, Vol.II, Âncora editora, Lisboa, 2000.

21 de Maio de 2009

Contra a Pobreza.

Texto do Dr. Fernando Nobre, no blog Contra a Indiferença.

Meus Amigos, não obstante várias “Cimeiras Mundiais” aflorarem constrangidas e muito ao de leve a questão da pobreza, com promessas do género “redução da pobreza em 50% no Mundo até 2015” (!!!) (quem se responsabilizará pelo infelizmente já anunciado fracasso?), falar de pobreza e de exclusão social ainda não está verdadeiramente na ordem do dia nem em Portugal nem no Mundo (ainda que a miséria seja a causa principal da insegurança que a todos amedronta).

 (…)

 “Essa atitude é de primordial importância para o País numa altura em que se perspectiva muito seriamente o aprofundamento da crise económica mundial (a europeia e a portuguesa também!). Crise essa provocada pela ganância e irresponsabilidade, pelo esbanjamento e má distribuição dos recursos, instabilidade mundial pela instalada desconfiança generalizada no sistema financeiro, enfermo de ganância ávida e de falta total de ética. Mas acima de tudo devida à ausência gritante de uma liderança global esclarecida e responsável que se recusa a analisar as verdadeiras causas do mal estar global instalado (que a conduziria aos diagnósticos e aos tratamentos que urgentemente se impõem), parecendo optar pela fuga para a frente, empurrando-nos para o caos. Trata-se da concretização da justamente anunciada “geopolítica do caos”, geradora de maior pobreza e miséria, também entre nós!

  [Ler artigo completo aqui]


Fonte: Contra a Indiferença

20 de Maio de 2009

"Home - Nosso Planeta, Nossa Casa"




"Home – Nosso Planeta, Nossa Casa” é um documentário fabuloso, com a extraordinária fotografia do famoso Yann Arthus-Bertrand, com estreia mundial anunciada para o próximo dia 5 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

A não perder!

Cidade belga implementa "Dia Vegetariano"


“A autarquia da cidade belga de Ghent lançou uma campanha para tentar convencer seus cidadãos a abrirem mão do consumo de carne pelo menos um dia por semana. A ideia da iniciativa, lançada nesta semana, é de criar o "dia vegetariano", com os servidores públicos e vereadores dando o exemplo inicial a ser seguido, aos poucos, pelo resto da população local. A intenção é chamar a atenção para o impacto da criação de rebanhos sobre o meio ambiente.

Segundo a ONU, os rebanhos de animais como gado, ovelhas e porcos é responsável por um quinto das emissões globais dos gases que provocam o efeito estufa, daí a decisão do governo local de criar o "dia vegetariano".

Os servidores e políticos serão os primeiros a abdicar de carne um dia por semana, mas a partir e Setembro, os estudantes das escolas públicas também vão aderir ao dia vegetariano.
Com a medida, a [câmara municipal] espera diminuir as emissões dos gases causadores de efeito estufa na cidade, além de ajudar no combate à obesidade.

A [câmara municipal] agora vai imprimir cerca de 90 mil "mapas vegetarianos" de Ghent, localizando os restaurantes de comida vegetariana. "


Fonte da notícia: Ecoblogue.net



Para saber mais visite secção temática no Vislumbres da Outra Margem:

19 de Maio de 2009

Por que a Cultura oficial repudia a Ciência Esotérica?


“(…) Seria exaustivo enumerar todas as respostas. Tentaremos, somente, avançar algumas delas.

Devemos talvez começar pela incapacidade generalizada de pensar em termos amplos e globais (…). Os que falam alto e despudoradamente na moderna Babilónia da pseudo-cultura mediática, politizada e de falaz brilho social, são incapazes de se erguer além de um campo de conhecimento muito restrito. Voltamos a citar Helena Blavatsky: “O Conhecimento das partes é-nos de pouca utilidade, se apenas faz aumentar a nossa ignorância do Todo ou da natureza e razão do Universal, como Platão chamava a Divindade, e se nos leva a cometer os mais graves erros, ocasionados pelos métodos indutivos de que tanto nos envaidecemos” ((ref:1)). No status quo vigente, pode reconhecer-se que Fernando Pessoa foi um grande poeta, que Newton foi um grande cientista, que Thomas Edison foi um grande inventor, que Wagner foi um grande músico ou até que Giordano Bruno foi um grande filósofo-mártir; não obstante, é-se incapaz de aceder a uma compreensão das razões pelas quais esses grandes génios se inclinaram naturalmente para o Esoterismo. Vê-se, em separado, o físico, o poeta, ou o filósofo, do ocultista que simultaneamente foi. As concepções dos chamados intelectuais instalados nas cadeiras dos diferentes tipos de poder são tremendamente limitadas. E “mesmo esses pequenos tijolos de pensamento dito concreto estão, quase sempre, inextrincavelmente entrosados (e em ressonância) com o instinto e desejo emocional - um instinto aprisionador do mental ou, por outras palavras, uma animalidade intelectualizada” (( In “Cartas de Luxor”, Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000.)).

Depois, temos o culto da mediocridade dourada. O materialismo - social, “científico” ou religioso - tendeu a rebaixar as mais nobres aspirações do ser humano, mantendo-o asfixiado na sua alma animal (( Cfr. José Manuel Anacleto, “Transcendência e Imanência de Deus - IV”, in Biosofia, o 6 (Idem).)). A verdadeira criatividade, essa flor rara do género humano, dificilmente desponta no solo árido e ressequido da banalidade das (pre)ocupações comuns. É fácil fazer um seguro de vida e pós-vida numa qualquer igreja, de preferência a mais popular do bairro; qualquer político o ostenta afoitamente. Compreender mais além, alcandorar-se (pelo esforço, pela investigação, e pela correcta e verdadeira reverência aos Grandes Mestres e Instrutores da Humanidade), a uma ciência holística (integrando os pólos material e espiritual), isso custa - e prefere-se (regra geral) ignorar, deixar para “mais tarde” ou dizer que é impossível. Vem depois o sofisma: não há certezas, são tudo crenças. Quase ninguém repara que dizer que só há crenças, sem ter investigado seriamente se há algo além de crenças, é em si mesmo uma crendice - e muitíssimo lesiva. As concepções comuns sobre as grandes questões da Vida, mesmo entre a maior parte das pessoas consideradas cultas, são de uma vulgaridade confrangedora.

Bom seria, ao menos, que o homem comum, face aos absurdos pressupostos sociais vigentes, se posicionasse na vida como Fernando Pessoa - Álvaro Campos - genialmente escreveu: “Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, / A Vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, / A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair / Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas / E ir ser selvagem…” (( de “A Passagem das Horas”.)); que esse modo selvagem, livre de ser, porém, fosse assumido não como gratuita contestação ou destrutividade mas como corajosa afirmação da grandeza do Homem, do Universo e da Vida, e da Sabedoria-Ciência (uma superior lógica) que o abarca e nos ilumina o caminho do Amor, da Compaixão e da Beleza.


Um Grande Desafio
Não podemos ignorar ou contornar outra razão ponderosa. São muito menos os que apresentam o Esoterismo como Ciência, como soluções lúcidas e compassivas para os problemas humanos (indo à raiz causal e não permanecendo nos efeitos epidérmicos), como beleza inspiradora e vivificante pela verdade libertadora, do que a legião de sensacionalistas, de vendedores de ilusões, de feiticeiros do absurdo, de comerciantes de todo o tipo de sanações pueris. A estes últimos, acrescem ainda os que enveredam por um emocionalismo (coisa muito diferente de Amor) que oscila entre o histerismo e a esterilidade. Salvaguardemos a boa intenção (onde ela exista) mas reconheçamos que isso, só por si, não é bastante. Todos estamos a aprender e não devemos eximir-nos a assumir as nossas responsabilidades, corrigindo o rumo se e quando necessário. Pela nossa parte, não nos recusámos nunca a reconhecer erros (mesmo quando individualmente lhes fôssemos alheios, não podíamos apartar-nos de um Karma colectivo) e a reajustar direcções.

Para quem o Esoterismo é um passatempo ocasional, um negócio como outro qualquer, um meio de promover a própria imagem pessoal, estas palavras não farão sentido ou provocarão, até, reacções de desagrado. Aqueles, contudo, que têm uma postura e uma exigência de autenticidade e de rigor compassivo, vale a pena repetir as palavras contidas num dos livros do CLUC: “… por favor, parai um pouco! Não achais que a espiritualidade deve ser vivenciada com seriedade? Quereis a verdade ou quereis ser enganados? Considerais normal que um grupo de espiritualidade se assemelhe a um grupo recreativo, que serve para passar o tempo, sob uma aparentemente cândida e beata atmosfera? Considerais normal que se construa alguma coisa de sólido com base na fantasia, na gabarolice, em ideias pueris e absurdas? Considerais normal que, de um momento para o outro, alguém tenha descoberto o que os Mestres da Sabedoria imemorial da Grande Fraternidade jamais vislumbraram - ou seja, um artifício, um truque, um golpe de mágica para realizar a ascensão, já, saltando instantaneamente desde o inferno de ignorância e egoísmo que, ainda por cima, se não quer abandonar? Considerais normal que Mestres de Sabedoria (a todo o momento, e bem pouco respeitosamente, invocados em tais grupos) nada mais tenham para apresentar do que umas frases atabalhoadas e uns conceitos tão diminutos e miseráveis sobre um Universo tão vasto, tão formidavelmente complexo, e tão maravilhosa e sabiamente ordenado?” (11).

Temos, pois, um imenso, um portentoso desafio pela frente: o de assentar o Esoterismo em bases sólidas e seguras para o mundo externo, demonstrando toda a Ciência e utilidade prática que lhe subjazem.


Um Problema de Vaidade
O que acabámos de dizer, porém, não deixa de reconhecer que é a vaidade da superficial, egoísta e oca mentalidade comum que a impede de vislumbrar as verdades fundamentais da Sabedoria Oculta. Houve e há muitos que falam, agem e escrevem mal, pessimamente, em nome do Esoterismo? Somos os primeiros a dizê-lo. Ainda assim, não podemos deixar de perguntar: deve o Cristianismo ser confundido com a Inquisição ou com a crendice popular? Deve a Ciência oficial ser caracterizada (somente) por produzir armamento destrutivo? Deve a actividade Política ser globalmente apreciada pelos actos e decisões de um Hitler ou de um Staline? Mais ainda: é o nosso mundo algo assim tão bom, tão digno, tão fraterno, tão humano, para justificar a teimosa auto-suficiência das ideologias culturais, políticas, religiosas, filosóficas e científicas instaladas nos diversos centros de poder? Acaso não seria lógico e prudente que houvesse um pouco mais de humildade e de vontade de Saber realmente? (…)”

José Manuel Anacleto


Excerto de artigo da revista BIOSOFIA, n.º 9, CLUC, Lisboa, 2001.

13 de Maio de 2009

Comunidade alemã decide viver sem automóveis

Na Alemanha, a comunidade de Vauban decidiu viver sem carros. É uma experiência que está a ter muito sucesso e cujos preceitos básicos já começam a ser lentamente adoptados em todo o mundo.


"Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz", afirma Heidrun Walter, profissional de comunicação social e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam, abafam o barulho ocasional de um motor distante".   

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Ler artigo completo aqui

11 de Maio de 2009

A nossa casa...!



9 de Maio de 2009

As Oportunidades

"Na grande economia da Lei e da Natureza, cada ser está exactamente onde ele necessita estar para erradicar defeitos; todas as condições para seu crescimento estão presentes. A única questão depende dele: é saber se ele as verá como "sofrimento" ou como oportunidades. No segundo caso, tudo vai bem; ele está destinado a vencer, seja curto ou longo o caminho."
In, "A Book of Quotations From Robert Crosbie", Theosophy Co., India, 107 pp., ver p. 52.

1 de Maio de 2009

O principe de Cabo Verde - Tito Paris