“ (…) aqui na Terra é sob enorme pressão e com grande dificuldade que avança a reinvenção da civilização, mas não poderia ser diferente, ou por acaso alguém se iludia com a imagem de um mundo decadente abrindo os braços a tudo que vem a destrui-lo? Essa ideia de destruição, apesar de verdadeira, porque há de se demolir a casa velha para construir uma nova e melhor, é explorada pelas instituições actuais para disseminar o medo e provocar resistência ao avanço de tudo que vem a salvar nossa humanidade, conduzindo-a a um patamar mais sofisticado e livre de experiências. Intimamente, todos somos pressionados a nos purificar dos padrões repetidos como tradições, que foram bons outrora, mas que se tornaram contraproducentes.”
29 de Maio de 2009
A Reinvenção avança, apesar de tudo
28 de Maio de 2009
Holanda fecha prisões por falta de criminosos
Notícia completa aqui.
26 de Maio de 2009
Parque Natural do Gerês e Ilha das Flores são Reserva Mundial da Biosfera
Pensamentos Para Meditar

W. Q. Judge e o Caminho do Conhecimento
Existe em língua inglesa um livro que reúne textos breves escritos por William Q. Judge (1851-1896). Trata-se de “Letters That Have Helped Me”, uma coletânea de cartas, pensamentos e fragmentos diversos.
A obra tem grande valor para os que se interessam pelo aprendizado esotérico e vivencial da filosofia teosófica. Seus parágrafos podem ser lidos e relidos meditativamente, “até que as idéias fiquem gravadas na alma”, como escreveu Platão ao se referir ao estudo da sabedoria eterna, em seu diálogo “Fedro” [trecho 276].
A seguir, alguns pensamentos traduzidos de “Letters That Have Helped Me”.[1] Ao final de cada citação, indicamos a página da edição da Theosophy Company.
* Ninguém pode realmente ajudar você. Ninguém pode abrir as suas portas. Você as fechou à chave, e só você pode abri-las. (p. 2)
* Não há autoridades em Teosofia, exceto a autoridade que cada um por si mesmo decide aceitar. (p. 167)
* Nenhum esforço, por menor que seja, jamais ocorre em vão; e, sabendo disso, cada um pode ‘tentar, e manter-se sempre tentando’. (p. 167)
* ... Como você sabe, todos os nossos problemas surgem de nós mesmos, por mais que eles possam parecer que vêm de fora; todos nós somos partes do grande todo único, e se você tentar concentrar a sua mente neste fato, e lembrar que aquelas coisas que parecem perturbar você são, na verdade, resultado da sua própria maneira de olhar o mundo e a vida, você provavelmente terá mais contentamento em sua mente. É a sua mente que deve vigiar, e não as circunstâncias nas quais está colocado. Outros já estiveram em circunstâncias piores do que as que você pensa que o rodeiam, e não ficaram tão perturbados... (p. 176)
* Quando paramos para pensar, avaliar e considerar qual é o nosso dever, ou qual, entre muitos deveres, deve ser cumprido primeiro, ficamos realmente perplexos e é difícil saber o que fazer. Mas se você fizer apenas o que está diante de você, sem pensar em todas as outras coisas, e sem perturbar a sua mente com todas as coisas que não consegue fazer, então será diferente, e tudo ficará mais claro para você. (p. 177)
[1] “Letters That Have Helped Me”, William Judge, Theosophy Company,
Texto extraído do boletim O TEOSOFISTA, Outubro de 2007, do website www.filosofiaesoterica.com
25 de Maio de 2009
Educação - pensamentos de Agostinho da Silva
(…)
O grave de tudo isto é que nos lembramos sempre da criança que fomos e que por nossas mãos matamos, às vezes nos consolando com a ideia de que eram as mãos dos outros que estavam apertando as nossas para o estrangulamento, mas sentindo bem que o vencer na vida significa afinal o ter vencido a vida (…).
De tal modo nos terá dominado o nosso sistema de educação que nunca mais criança alguma nascerá para ser livre na plena liberdade do mundo? Terá o feitiço tomado contra do feiticeiro e cada vez aperfeiçoaremos mais os nossos sistemas pedagógicos apenas para que cada vez maior a nossa eficiência na batalha da vida, ou na batalha em que transformamos a vida? Nenhum dos melhores acreditou jamais em que tal se desse; fé e esperança se têm unido para assegurar que para além de todas as violências, porventura necessárias para que o grupo humano se organizasse, o tempo virá de caridade, entendendo-se caridade não como aquele suplemento de humilhação que se leva aos que caíram na luta, mas como o amor irrestrito que, embora consciente dos defeitos do amado, o ama sem pensar em saldo positivo ou negativo.
(…)
O reino que virá é o reino daqueles que foram crucificados em todas as épocas, por todas as políticas e por todas as ideologias, apenas porque acima amavam a liberdade e a consideravam, não ao medo, às restrições e à força, como o grande motor do mundo (…).
No futuro que chega e se adiantará na medida em que o quisermos nós todos e o incorporarmos desde já à nossa existência, dentro de todas as limitações e sofrendo de todos os embates das ordens que estão condenadas a desaparecer, mas que, agonizando, ferem, a educação não poderá ser mais do que o fornecer a cada um tudo o que solicite para que a sua pessoa se possa desenvolver e afirmar; repetindo a afirmação de que se nasce bom e capaz de tudo o que signifique amor pela vida – até que dois versos se tornem realidade e se transforme o amador na coisa amada e todos achem que é sempre curta a vida para o longo amor que, livre, em nós, já livres, arderá –, a educação não terá outra tarefa senão a de deixar que a bondade inicial esplenda e seja. Resumindo, diria apenas que a natureza humana, mais do que boa, é excelente; que a sociedade, e nela a educação, ajudando o homem a sobreviver, o tem limitado, e muito, no melhor, que é o seu ser livre; mas que o pior passou e que todo o sofrimento e toda a treva serão apenas pesadelos finalmente em paz e luz desfeitos.”
In, “Educação de Portugal” (texto escrito em 1970), publicado em Textos Pedagógicos, Vol.II, Âncora editora, Lisboa, 2000.
21 de Maio de 2009
Contra a Pobreza.
Texto do Dr. Fernando Nobre, no blog Contra a Indiferença.
“Meus Amigos, não obstante várias “Cimeiras Mundiais” aflorarem constrangidas e muito ao de leve a questão da pobreza, com promessas do género “redução da pobreza em 50% no Mundo até 2015” (!!!) (quem se responsabilizará pelo infelizmente já anunciado fracasso?), falar de pobreza e de exclusão social ainda não está verdadeiramente na ordem do dia nem em Portugal nem no Mundo (ainda que a miséria seja a causa principal da insegurança que a todos amedronta).”
Fonte: Contra a Indiferença
20 de Maio de 2009
"Home - Nosso Planeta, Nossa Casa"
Cidade belga implementa "Dia Vegetariano"

Os servidores e políticos serão os primeiros a abdicar de carne um dia por semana, mas a partir e Setembro, os estudantes das escolas públicas também vão aderir ao dia vegetariano.
Com a medida, a [câmara municipal] espera diminuir as emissões dos gases causadores de efeito estufa na cidade, além de ajudar no combate à obesidade.
A [câmara municipal] agora vai imprimir cerca de 90 mil "mapas vegetarianos" de Ghent, localizando os restaurantes de comida vegetariana. "
19 de Maio de 2009
Por que a Cultura oficial repudia a Ciência Esotérica?

Devemos talvez começar pela incapacidade generalizada de pensar em termos amplos e globais (…). Os que falam alto e despudoradamente na moderna Babilónia da pseudo-cultura mediática, politizada e de falaz brilho social, são incapazes de se erguer além de um campo de conhecimento muito restrito. Voltamos a citar Helena Blavatsky: “O Conhecimento das partes é-nos de pouca utilidade, se apenas faz aumentar a nossa ignorância do Todo ou da natureza e razão do Universal, como Platão chamava a Divindade, e se nos leva a cometer os mais graves erros, ocasionados pelos métodos indutivos de que tanto nos envaidecemos” ((ref:1)). No status quo vigente, pode reconhecer-se que Fernando Pessoa foi um grande poeta, que Newton foi um grande cientista, que Thomas Edison foi um grande inventor, que Wagner foi um grande músico ou até que Giordano Bruno foi um grande filósofo-mártir; não obstante, é-se incapaz de aceder a uma compreensão das razões pelas quais esses grandes génios se inclinaram naturalmente para o Esoterismo. Vê-se, em separado, o físico, o poeta, ou o filósofo, do ocultista que simultaneamente foi. As concepções dos chamados intelectuais instalados nas cadeiras dos diferentes tipos de poder são tremendamente limitadas. E “mesmo esses pequenos tijolos de pensamento dito concreto estão, quase sempre, inextrincavelmente entrosados (e em ressonância) com o instinto e desejo emocional - um instinto aprisionador do mental ou, por outras palavras, uma animalidade intelectualizada” (( In “Cartas de Luxor”, Centro Lusitano de Unificação Cultural, Lisboa, 2000.)).
Depois, temos o culto da mediocridade dourada. O materialismo - social, “científico” ou religioso - tendeu a rebaixar as mais nobres aspirações do ser humano, mantendo-o asfixiado na sua alma animal (( Cfr. José Manuel Anacleto, “Transcendência e Imanência de Deus - IV”, in Biosofia, o 6 (Idem).)). A verdadeira criatividade, essa flor rara do género humano, dificilmente desponta no solo árido e ressequido da banalidade das (pre)ocupações comuns. É fácil fazer um seguro de vida e pós-vida numa qualquer igreja, de preferência a mais popular do bairro; qualquer político o ostenta afoitamente. Compreender mais além, alcandorar-se (pelo esforço, pela investigação, e pela correcta e verdadeira reverência aos Grandes Mestres e Instrutores da Humanidade), a uma ciência holística (integrando os pólos material e espiritual), isso custa - e prefere-se (regra geral) ignorar, deixar para “mais tarde” ou dizer que é impossível. Vem depois o sofisma: não há certezas, são tudo crenças. Quase ninguém repara que dizer que só há crenças, sem ter investigado seriamente se há algo além de crenças, é em si mesmo uma crendice - e muitíssimo lesiva. As concepções comuns sobre as grandes questões da Vida, mesmo entre a maior parte das pessoas consideradas cultas, são de uma vulgaridade confrangedora.
Bom seria, ao menos, que o homem comum, face aos absurdos pressupostos sociais vigentes, se posicionasse na vida como Fernando Pessoa - Álvaro Campos - genialmente escreveu: “Porque, de tão interessante que é a todos os momentos, / A Vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, / A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair / Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas / E ir ser selvagem…” (( de “A Passagem das Horas”.)); que esse modo selvagem, livre de ser, porém, fosse assumido não como gratuita contestação ou destrutividade mas como corajosa afirmação da grandeza do Homem, do Universo e da Vida, e da Sabedoria-Ciência (uma superior lógica) que o abarca e nos ilumina o caminho do Amor, da Compaixão e da Beleza.
Um Grande Desafio
Não podemos ignorar ou contornar outra razão ponderosa. São muito menos os que apresentam o Esoterismo como Ciência, como soluções lúcidas e compassivas para os problemas humanos (indo à raiz causal e não permanecendo nos efeitos epidérmicos), como beleza inspiradora e vivificante pela verdade libertadora, do que a legião de sensacionalistas, de vendedores de ilusões, de feiticeiros do absurdo, de comerciantes de todo o tipo de sanações pueris. A estes últimos, acrescem ainda os que enveredam por um emocionalismo (coisa muito diferente de Amor) que oscila entre o histerismo e a esterilidade. Salvaguardemos a boa intenção (onde ela exista) mas reconheçamos que isso, só por si, não é bastante. Todos estamos a aprender e não devemos eximir-nos a assumir as nossas responsabilidades, corrigindo o rumo se e quando necessário. Pela nossa parte, não nos recusámos nunca a reconhecer erros (mesmo quando individualmente lhes fôssemos alheios, não podíamos apartar-nos de um Karma colectivo) e a reajustar direcções.
Para quem o Esoterismo é um passatempo ocasional, um negócio como outro qualquer, um meio de promover a própria imagem pessoal, estas palavras não farão sentido ou provocarão, até, reacções de desagrado. Aqueles, contudo, que têm uma postura e uma exigência de autenticidade e de rigor compassivo, vale a pena repetir as palavras contidas num dos livros do CLUC: “… por favor, parai um pouco! Não achais que a espiritualidade deve ser vivenciada com seriedade? Quereis a verdade ou quereis ser enganados? Considerais normal que um grupo de espiritualidade se assemelhe a um grupo recreativo, que serve para passar o tempo, sob uma aparentemente cândida e beata atmosfera? Considerais normal que se construa alguma coisa de sólido com base na fantasia, na gabarolice, em ideias pueris e absurdas? Considerais normal que, de um momento para o outro, alguém tenha descoberto o que os Mestres da Sabedoria imemorial da Grande Fraternidade jamais vislumbraram - ou seja, um artifício, um truque, um golpe de mágica para realizar a ascensão, já, saltando instantaneamente desde o inferno de ignorância e egoísmo que, ainda por cima, se não quer abandonar? Considerais normal que Mestres de Sabedoria (a todo o momento, e bem pouco respeitosamente, invocados em tais grupos) nada mais tenham para apresentar do que umas frases atabalhoadas e uns conceitos tão diminutos e miseráveis sobre um Universo tão vasto, tão formidavelmente complexo, e tão maravilhosa e sabiamente ordenado?” (11).
Temos, pois, um imenso, um portentoso desafio pela frente: o de assentar o Esoterismo em bases sólidas e seguras para o mundo externo, demonstrando toda a Ciência e utilidade prática que lhe subjazem.
Um Problema de Vaidade
O que acabámos de dizer, porém, não deixa de reconhecer que é a vaidade da superficial, egoísta e oca mentalidade comum que a impede de vislumbrar as verdades fundamentais da Sabedoria Oculta. Houve e há muitos que falam, agem e escrevem mal, pessimamente, em nome do Esoterismo? Somos os primeiros a dizê-lo. Ainda assim, não podemos deixar de perguntar: deve o Cristianismo ser confundido com a Inquisição ou com a crendice popular? Deve a Ciência oficial ser caracterizada (somente) por produzir armamento destrutivo? Deve a actividade Política ser globalmente apreciada pelos actos e decisões de um Hitler ou de um Staline? Mais ainda: é o nosso mundo algo assim tão bom, tão digno, tão fraterno, tão humano, para justificar a teimosa auto-suficiência das ideologias culturais, políticas, religiosas, filosóficas e científicas instaladas nos diversos centros de poder? Acaso não seria lógico e prudente que houvesse um pouco mais de humildade e de vontade de Saber realmente? (…)”
José Manuel Anacleto
Excerto de artigo da revista BIOSOFIA, n.º 9, CLUC, Lisboa, 2001.
13 de Maio de 2009
Comunidade alemã decide viver sem automóveis

Na Alemanha, a comunidade de Vauban decidiu viver sem carros. É uma experiência que está a ter muito sucesso e cujos preceitos básicos já começam a ser lentamente adoptados em todo o mundo.

"Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz", afirma Heidrun Walter, profissional de comunicação social e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam, abafam o barulho ocasional de um motor distante".
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