21 de agosto de 2011

UMA VERDADE INCONVENIENTE IGNORADA PELO DARWINISMO



Neste pequeno vídeo, Noam Chomsky fala sobre os prejuízos do darwinismo social, sobre o qual a civilização moderna está estabelecida. Herbert Spencer foi o primeiro a cunhar a expressão “a sobrevivência dos mais aptos”. Contrapondo a esta concepção errada da sociedade, Chomsky lembra as convenientemente ignoradas formulações de Piotr Kropotkin, que apontam para o papel fundamental que a cooperação desempenha na evolução.

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As civilizações começam no pensamento. As bases do futuro não são físicas, mas mentais. 

O que é que necessita ser mudado exatamente? O que há de errado com a sociedade atual?

A árvore se mede pelos frutos.  A visão Igrejista de mundo –  como podemos ver pela história dos últimos 15 séculos –  contraria o ideal do Jesus do Novo Testamento e  produz guerras, injustiça, intolerância e, paradoxalmente, um materialismo destituído de alma.  

“Por outro lado, a visão darwinista da vida encerra um longo ciclo histórico com um materialismo consumista baseado na ideia da competição pura e simples.  O darwinismo  compete com o Igrejismo para dar a base filosófica da civilização atual, e busca legitimar-se com base na ideia 'cientifica' da competição.  Mas para afirmar-se o darwinismo necessitou e ainda necessita  ignorar uma verdade inconveniente. O fato incômodo  é que a ajuda mútua constitui  o grande fator da evolução em todos os reinos da natureza. A competição é um fator menor e complementar.  Como demonstrou Piotr Kropotkin, a regra geral é o apoio mútuo e a complementariedade entre os indivíduos e entre as espécies.  


No plano social, uma civilização mais conscientemente solidária pode emergir de uma filosofia e de uma visão de mundo universais.  A filosofia teosófica não supera apenas os dogmas irracionais impostos pelas Igrejas.  Ela resgata parte do pensamento de Kropotkin a respeito da evolução humana, e faz isso  a partir  de uma proposta abrangente da vida no planeta e no cosmo.  A teosofia supera a visão fragmentária do darwinismo,  e ensina a lei da fraternidade entre todos os seres. Esta lei é uma consequência da lei do carma.  A vida entre irmãos nem sempre é fácil, como se sabe. Mas isso não nega o fato da fraternidade, nem elimina o fato de que a solidariedade é a regra. A competição –  quando deixa de ser um fator secundário e passa a ser visto como principal – leva à destruição mútua.  E isso não é bom.”

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Excerto do texto “Nem Darwin, Nem Igrejas”, publicado no website www.FilosofiaEsoterica.com .

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Ler:
Ciência Materialista e Dogma Religioso
São Os Dois Lados De Uma Moeda Falsa