13 de janeiro de 2011

DO ESPIRITISMO PARA A TEOSOFIA

Uma Ampliação Gradual de Horizontes


Arnalene Passos






Este é um registro da caminhada em direção à fonte que saciou uma sede de alma, identificada desde a tenra idade.

A partir da adolescência, começamos a fazer escolhas. Muitas acontecem na inconsciência. Algumas por circunstâncias, outras por dever, e fazemos nosso trajeto com pequenos lampejos de clareza.

Chegando à maturidade, comecei a questionar crenças e padrões, percebendo que não queria passar pela vida seguindo trilhas demarcadas sem explicações suficientes. Precisava ampliar horizontes.

Da tradição católica tinha na bagagem as orações, o compromisso dominical e a fraca resignação de aceitar “os mistérios da fé”.  Ao fazer contato com a literatura espírita, me identifiquei com o estudo das leis do Carma e da Reencarnação. O espírita é incentivado ler e avança ao compreender que “o que se planta, se colhe”. Li muito sobre a reforma moral e ética. Bons livros ajudaram-me a sair do sedentarismo mental.

Depois de algum tempo, algumas inquietações já surgiam e precisava avançar. Cheguei ao e-grupo SerAtento e permaneci silenciosa por mais ou menos dois anos. Tempo suficiente para ter certeza de que era exatamente o que buscava.

No começo, misturava conceitos pensando serem apenas nomes diferentes para as mesmas coisas. Aprendi então que “é impossível encher de chá novo uma xícara que está cheia com outra substância.”[1] Precisava abrir espaço e refletir sobre o novo conhecimento. Ele possuía as explicações claras por que tanto ansiava. Ao evoluir do conhecimento de três para sete princípios da consciência, percebi a visão simplista que tinha do pós-morte.

Comecei lendo “A Chave Para a Teosofia”, e neste livro Helena Blavatsky afirma:

“Tudo depende dos pontos de vista que adotamos quanto a espírito e alma, ou individualidade e personalidade. Os espíritas confundem os dois “como sendo um só”; nós os separamos, e dizemos que, com as exceções acima enumeradas, nenhum espírito revisita a Terra, embora a alma animal possa fazê-lo.”[2]

Aprendi também que a vontade constitui um importante poder de que é dotado o ser humano e, enquanto a Raja Ioga ensina a fortalecê-la através do autocontrole, a mediunidade a enfraquece para que “outros” ocupem o templo físico. Abrem-se fendas  até não haver mais resistência a qualquer invasão, resultando na perda da vitalidade. [3]

“A Chave para a Teosofia” foi escrito na forma de perguntas e respostas e, em cada uma acendia um diálogo interno que ao final, não deixou nenhuma dúvida: era por Teosofia que buscava e queria fazer parte deste Movimento.

Associar-me à LUT foi uma decisão consciente e renovadora. Um compromisso expresso em trabalho interno e externo, como escrito por Damodar no texto  “O Conhecimento Verdadeiro”. [4]

O livre-pensador que busca ampliar horizontes encontrará a Teosofia como consequência natural de sua busca por uma melhor compreensão das Leis Universais. Uma vasta literatura o aguarda. Para aqueles que sintonizarem e que realmente buscarem por este conhecimento, o e-grupo SerAtento é uma ótima sala de estudos.

NOTAS:

[1] Parágrafo inicial do texto “Os Sete Princípios da Consciência”, de Carlos Cardoso Aveline. O artigo pode ser encontrado em 
www.FilosofiaEsoterica.com  pela Lista de Textos por Ordem Alfabética, ou pela Lista de Textos por Autor.

[2] “A Chave Para a Teosofia”, Helena Blavatsky, Editora Teosófica, Brasília, terceira  edição, p.138.

[3] “Como Evitar a Mediunidade e Seus Perigos”, texto que pode ser encontrado em 
www.FilosofiaEsoterica.com  através da Lista de Textos por Ordem Alfabética, ou pela Lista de Textos Por Autor.  Consta como nome de autor “O Teosofista”. 
[4] “O Conhecimento Verdadeiro”, de Damodar K. Mavalankar. O texto pode ser encontrado  em www.FilosofiaEsoterica.com  através da Lista de Textos por Ordem Alfabética, ou pela Lista de Textos Por Autor.  

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O texto acima surgiu durante os estudos do  e-grupo  SerAtento,  de YahooGrupos. A  sua primeira versão foi publicada no boletim eletrônico mensal “O Teosofista”, edição de dezembro de 2010.


Sobre a missão do movimento teosófico, que envolve o despertar da humanidade para a vivência da fraternidade universal, veja o livro “The Fire and Light of Theosophical Literature”, de Carlos Cardoso Aveline.

A obra tem 255 páginas e foi publicada em outubro de  2013 por “The Aquarian Theosophist”. O volume pode ser comprado através de Amazon Books.

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Para ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a  lutbr@terra.com.br e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.


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