21 de fevereiro de 2011

ÉTICA, CIVILIZAÇÃO E MOVIMENTO TEOSÓFICO


Corporações Multinacionais
Financiam Ecoceticismo


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Texto publicado no boletim
“O Teosofista”, Fevereiro de 2011,

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O atual declínio ético da civilização está ligado às limitações do movimento teosófico e interage com elas.  O movimento opera em níveis superiores de consciência, e na medida em que ele corrigir suas falhas,  o carma humano em seu conjunto melhorará. A recíproca é verdadeira.

Em grande parte, os erros que ocorreram na história do movimento depois de Helena Blavatsky são resultado de uma fragilidade no campo da ética e do altruísmo. No entanto, a sra. Blavastky ensinou que, na sua essência, a Teosofia é Ética Divina. Segundo a teosofia, os ciclos fisiológicos do planeta  estão ligados aos ciclos de declínio e reconstrução da ética em uma civilização. Este aspecto fundamental parece estar sendo ainda ignorado por grande parte dos teosofistas de hoje.

Observando o movimento teosófico internacional e suas ações em vários idiomas, vemos que uma grande parte dele vive numa certa letargia. Há um “quietismo espiritual” que ignora a responsabilidade dos teosofistas em relação ao futuro da humanidade. Poucos setores do movimento teosófico abordam, por exemplo, a questão da mudança de civilização e das alterações climáticas.

Estudantes de várias nacionalidades estão fazendo um esforço para transmitir a um público cada vez mais amplo a doutrina dos ciclos e das alterações geológicas que o planeta deve enfrentar de tempos em tempos.  Neste setor do movimento está incluída a loja luso-brasileira da Loja Unida de Teosofistas, atualmente o único grupo teosófico que aborda de modo claro e público o fato de que a decadência ética está na origem da desregulação climática e geológica. Não por acaso o número dos leitores dos websites da LUT luso-brasileira vem crescendo gradualmente em vários idiomas.

Mas há também teosofistas ecocéticos. Um deles é David Pratt, editor do website “Exploring Theosophy” e ligado à Sociedade Teosófica de Pasadena. No website de Pratt podemos ver grande quantidade de textos de teosofia. Ao mesmo tempo, ele publicou longos textos procurando negar as alterações climáticas. Pratt se esforça por convencer o leitor de que a civilização atual, com sua imensa poluição, não cria nenhum problema para o sistema fisiológico do planeta. Segundo  Pratt, a consciência ecológica é inimiga do progresso.

A explicação para esta atitude é simples. A grande maioria das fontes bibliográficas de Pratt (mais de 22 autores e 10 instituições) é financiada pela indústria petrolífera e mineira. Várias publicações já documentaram a manipulação dos dados e da informação feita pelos interesses de grande corporações multinacionais, cuja agenda de prioridades inclui promover pesquisas e estudos “ecocéticos” por parte de cientistas e intelectuais.  Naturalmente, Pratt prefere não abordar em seu website o fato de que corporações multinacionais estão na prática comprando as consciências de centenas de cientistas e intelectuais em todo o mundo - com suas “linhas de apoio a pesquisa”.

Em qualquer tempo e lugar, o movimento teosófico deve ser independente, ético e ativo. Ele deve contar com o apoio da população, e não dos setores econômicos cegos que promovem a destruição ambiental. Ele deve desmontar os esquemas ilusórios onde quer que eles se encontrem. Ele não deve esquecer que, segundo a teosofia, o materialismo produz ignorância, destruição e sofrimento, enquanto o despertar espiritual é inseparável da simplicidade voluntária e da valorização da vida natural.

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Ler também:

UMA SOCIEDADE VICIADA EM RISCO

Uma excelente palestra de Naomi Klein que merece ser vista.


"Alguns dias antes desta palestra, a jornalista Naomi Klein estava em um barco no Golfo do México, avaliando os resultados catastróficos da produção arriscada de petróleo da BP. As nossas sociedades se tornaram viciadas em risco extremo na busca de novas energias, novos instrumentos financeiros e mais ... e frequentemente, somos nós que limpamos a bagunça depois. 

7 de fevereiro de 2011

"ASHES AND SNOW" - O Homem e a Natureza

Verdadeiramente inspirador...!
Para ver e ouvir com atenção!







Educação "Moderna", Uma Relíquia da Era Industrial


2 de fevereiro de 2011

CRISE CLIMÁTICA E FISIOLOGIA PLANETÁRIA


Albert Einstein Escreveu Sobre a
Alteração Periódica dos Pólos Terrestres


Joaquim Soares


Albert Einstein

Olhadas do ponto de vista da teosofia, as periódicas alterações geológicas e civilizatórias  surgem de acordo com ciclos evolutivos de longa duração.  Podemos ler em “A Doutrina Secreta”:

“[O] nosso Globo está sujeito a sete mudanças periódicas e completas, que seguem pari passu com as raças.” [1]

Quem teve a oportunidade de assistir aos filmes “2012” e “O Dia Depois de Amanhã”, ambos do diretor Roland Emmerich, pode ficar com uma percepção do que são os momentos críticos que afetam uma raça-raiz. Apesar de “2012” não pretender ser um relato literal do que pode acontecer em nosso planeta num futuro próximo, este filme tem em si ainda assim um grande valor didático, e possui elementos suficientes para ser considerado, como escreveu Carlos Aveline, uma “aula de teosofia e ética planetária”. [2]

De qualquer forma, existe a possibilidade de a humanidade vir a assistir, até ao final do século, a alterações climáticas e geológicas de alguma envergadura. Como ensina a Filosofia Esotérica, os grandes ciclos dividem-se em ciclos menores e o que se aplica a uma raça-raiz aplica-se, numa escala menor e proporcional, a uma sub-raça e às suas sucessivas sub-divisões setenárias.

Isso é o que podemos ler em “A Doutrina Secreta”:

“As Sub-raças estão sujeitas ao mesmo processo de depuração, como também os ramos laterais ou raças de família.” [3]

Como tudo no Universo, estes processos cíclicos são regidos pela Lei do Carma e se relacionam, em alguns casos, com o fenômeno de mudança do eixo terrestre. De acordo com a Filosofia Esotérica, a inclinação do eixo terrestre muda ciclicamente e mantém uma relação direta com certas alterações geológicas.

Voltando às páginas de “A Doutrina Secreta”, encontramos esta afirmativa apresentada do seguinte modo:


“Pois a Doutrina Secreta ensina que, durante a presente Ronda, tem de haver sete pralayas [períodos de repouso] terrestres, ocasionados por desvios na posição do eixo da Terra. É uma lei que atua em épocas fixas, e de nenhum modo cegamente, como poderia pensar a Ciência; mas em estreita harmonia com a lei Cármica. Em Ocultismo esta Lei Inexorável é mencionada como ‘o grande AJUSTADOR.’” [4]

Um pouco mais adiante, somos advertidos para o fato de que o processo não é repentino mas, antes, que se pode estender por longos períodos de tempo:

“Tais seleções e mudanças não se verificam entre o nascer e o pôr do Sol, como se poderia imaginar, mas requerem vários milênios até que uma nova casa esteja pronta.” [5]

Helena Blavatsky informa-nos ainda que, desde o tempo da Primeira Raça-raiz, já aconteceram quatro alterações no eixo terrestre.

Fruto do trabalho de investigação que embasa o roteiro, um dos pontos abordados no recente filme “2012” é exatamente a possibilidade de uma perturbação na posição do eixo terrestre. Lentamente, esta questão começa a ser pressentida pela Ciência.

É interessante notar que alguns cientistas estavam já há algumas décadas atentos para esta hipótese. Um deles foi Albert Einstein, ele próprio um estudante de “A Doutrina Secreta”. [6]

Einstein chegou a escrever o prefácio para uma obra sobre a teoria de sucessivas alterações dos pólos ao longo da história da Terra. O livro é intitulado “The Earth's Shifting Crust” (mas na segunda edição tem o título “The Path of The Pole”).  Foi escrito pelo historiador Charles Hapgood [7].

Albert Einstein parece considerar razoável a hipótese de que deslocamentos da crosta terrestre acabem por provocar, devido à própria dinâmica de rotação da Terra, alterações no seu eixo de rotação. De acordo com a teoria de Hapgood, esses deslocamentos podem ter origem em grandes erupções vulcânicas, sismos, degelo massivo das calotas polares, etc.

Diz Einstein, no prefácio:

“Nas regiões polares, há deposição contínua de gelo, que não é distribuído simetricamente sobre os pólos.  A rotação da terra atua sobre essas massas depositadas assimetricamente, e produz um movimento centrífugo que é transmitido para a crosta rígida da terra. O constante processo  centrífugo produzido desta forma, quando se chega a um certo ponto, produz um movimento da crosta terrestre sobre o resto do corpo da terra, e isso vai deslocar as regiões polares para o equador.”

Einstein conclui o prefácio com a seguinte observação:

“Se a crosta terrestre é na realidade tão facilmente deslocada ao longo de seu substrato como essa teoria exige, então as massas rígidas perto da superfície da Terra devem ser distribuídas de tal forma que dão origem ao deslocamento da crosta por efeito centrífugo. Penso que pode ser viável verificar esta dedução, pelo menos aproximadamente. Esta dinâmica centrífuga pode em qualquer caso ser menor do que a produzida pelas massas de gelo depositadas.”[8]

Einstein considera a hipótese de Charles Hapgood “surpreendente, até mesmo fascinante”, e afirma que a “ideia merece a séria atenção de quem se preocupa com a teoria do desenvolvimento da terra”.

D
e acordo com as investigações de Hapgood, cada alteração ocorrida no eixo terrestre demorou cerca de 5.000 anos a completar-se, e foi seguida de períodos sem qualquer alteração, que se prolongavam por 20.000 a 30.000 anos [9].

É interessante registrar que estas cifras de tempo encontram-se bem próximas das apontadas na “Doutrina Secreta”, em especial com a relação que HPB estabelece entre o florescimento e a queda das civilizações e a duração do Ano Sideral, que é de 25.868 anos solares.

Tudo está interligado. Os ciclos da evolução humana correm ao lado dos processos cósmicos, solares e terrestres. Pouco a pouco, a humanidade irá percebendo isso mesmo.

É útil continuar a investigar o momento crítico atual, pois ele traz consigo sinais da chegada de um novo ciclo.


NOTAS:

[1] “The Secret Doctrine”, H. P. B., Theosophy Co., Los Angeles, Vol.II, p.329; Na edição de língua portuguesa em seis volumes: “A Doutrina Secreta”, H. P. Blavatsky, Pensamento, São Paulo, Vol.III, p.347.

[2] Consultar o texto “Filme ´2012` Questiona o Futuro”, que se encontra no website www.filosofiaesoterica.com , na seção “A Crise Ambiental e a Civilização do Futuro”.

[3] “The Secret Doctrine” e “A Doutrina Secreta”, obra citada, respectivamente Vol. II, p.330; e Vol. III, p.348.

[4]  “The Secret Doctrine” e “A Doutrina Secreta”,  obra citada.

[5]  “The Secret Doctrine” e “A Doutrina Secreta”, obra citada.

[6] Consultar o texto “A Teosofia de Albert Einstein” na seção “Ciência, Psicologia e Teosofia” do site www.filosofiaesoterica.com .





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Uma versão do artigo acima foi publicada no boletim “O Teosofista” de dezembro de 2009.

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Para ter acesso a um estudo diário da filosofia  esotérica original, escreva a lutbr@terra.com.br e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.

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