31 de Agosto de 2011
29 de Agosto de 2011
O SERATENTO COMO SALA DE AULA
Reflexões Sobre a Aprendizagem de
Teosofia
Arnalene Passos
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Fundado em 29 de agosto de 2005, o
e-grupo
SerAtento funciona em YahooGrupos. O texto a
seguir é resultado de um diálogo
online realizado em agosto
de 2011 entre associados da Loja
Unida de Teosofistas, LUT.
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Se fôssemos escrever sobre nossa primeira experiência escolar, a criança
que chora para não se soltar das mãos dos pais no primeiro dia de aula
seria uma cena comum. O mesmo medo se apresenta sempre que estamos frente ao
desconhecido.
Conduzidos pelas mãos da Grande Lei, chegamos a uma escola para
infância espiritual. Aqui os critérios de seleção são afinidade e
não idade; mente aberta e não conhecimento adquirido; humildade diante
da grandeza do conhecimento, e outros.
Repetimos então a mesma cena da criança que chora. Nos agarramos a
conceitos e crenças, gastando um tempo precioso, até soltarmos paradigmas que
limitam e embaçam nossa visão. Isto não acontece sem dor, e nem todos dão conta
de esvaziar a mochila.
Diante do mundo de informações que se descortina, sem roteiro curricular,
custamos a entender que:
*“...Cada estudante deve construir com
independência sua própria trajetória para chegar ao conhecimento. ”
* “A busca da verdade deve estruturar-se de
dentro para fora na mente e no coração de cada estudante. ”
* “A teosofia mostra a falsidade da figura do
‘intermediário’. O impulso em busca do conhecimento filosófico deve ser
individual, porque a responsabilidade cármica diante da vida pertence a cada um
e não pode ser transferida para alguma organização ou líder.” [1]
Com a pedagogia compreendida, começamos a escrever a nossa história de
busca pela verdade através dos ensinamentos teosóficos. A fase bem conhecida
por todos é a dos porquês. O ritmo depende apenas da motivação interna e a visão do dever
de cada indivíduo para com sua própria consciência e sua alma imortal.
Aqui estamos, aprendizes nesta escola em que o diploma é o
discernimento, e a clareza do dever. Aprender e transmitir são
simultâneos, e o teste do conhecimento é a vivência em nosso dia-a-dia.
Alguns parágrafos selecionados para reflexão:
* O SerAtento surge em 29 de agosto de 2005 como instrumento para
realizar um curso online de dois meses sobre a primeira parte do livro “Três
Caminhos Para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline. O nome do grupo é “O
Caminho do Guerreiro” e reproduz o título da primeira parte da obra.
* O SerAtento constitui um laboratório de pesquisa teórica e
prática situado no centro de um pequeno sistema dinâmico de produção,
publicação e distribuição de textos sobre filosofia esotérica clássica e a arte
de viver corretamente. Sua referência central é a vasta obra escrita - e também
o exemplo de vida - da pensadora russa Helena Petrovna Blavatsky
(1831-1891).
* A ênfase maior dos estudos e diálogos do SerAtento é
dada, pois, ao autoconhecimento, ao estudo filosófico, à auto-responsabilidade
e ao esforço por viver com ética e sabedoria. [2]
* O e-grupo SerAtento pode ser visto como uma egrégora ou campo
energético que rodeia um ideal e um saber filosófico de caráter
planetário. Enxergando o SerAtento como um processo vivo, é
possível investigar em que plano da realidade ele existe, já que sua atividade
não ocorre exatamente no plano físico.
* O SerAtento não é apenas intelectual. Não é
feito só de palavras. Seu processo dinâmico ocorre na luz astral, mas se
desdobra em sete níveis de consciência. Ele é como um templo sutil. Ele
funciona como uma sala de reuniões teosóficas. Ele é um exercício
constante da Prática da Presença Sagrada. O SerAtento é um lugar real, mas não
é físico. Ele é mais real, talvez, do que
uma sala de quatro paredes feitas de tijolos. O SerAtento é um prédio
construído com pensamentos. [3]
Pontos
de Vista Sobre o SerAtento
Nosso esforço em pontuar a vida pelos princípios
teosóficos é a força que une e fortalece
o trabalho focado, pioneiro e corajoso que esta recém criada loja
luso-brasileira da Loja Unida de Teosofistas, LUT, vem desenvolvendo no campo
internacional, visando renovar o
movimento teosófico.
Um membro da coordenação do e-grupo escreveu:
“O SerAtento
é um processo em que aprendemos uns com os outros e com o ensinamento, fazendo
isso na proporção adequada para cada um, conforme o processo natural de cada
indivíduo.”
Desde Santa Catarina um estudante esclareceu o
seguinte:
“Mesmo não conseguindo penetrar profundamente nas
verdades da Teosofia Autêntica, percebemos a grandeza e a precisão dos
ensinamentos ofertados altruisticamente pelos Mestres, por HPB, W. Q. Judge,
Crosbie, J. Garrigues, e tantos outros ao longo destes anos, desde 1875. Com um
coração de gratidão pela obra, dadas as nossas limitações individuais cármicas,
só nos resta divulgar o mais amplamente possível estas verdades, na esperança
de que tenham sobre os outros caminhantes, os mesmos efeitos transformadores
que tiveram sobre nós.”
Recebemos o seguinte testemunho desde o estado do
Espírito Santo:
“Eu vejo um doar diário aqui no Atento... de
diversas maneiras e isso é tão belo, mostra nossa diversidade na unidade! Nem
sei dizer do tanto que já aprendi com vocês,
meus Companheiros de Caminhada! E divulgar os Ensinamentos, repassar
TEOSOFIA, é nossa forma de retribuição !
Nossa pequena grande forma de retribuir.”
E uma estudante escreveu de Goiânia:
“O SerAtento é uma verdadeira escola de Teosofia, sem dúvida, creio que
todos nos sentimos aqui numa sala de aula. E muito, muito mesmo, essa escola
tem contribuído com as boas mudanças em minha vida. Hoje meu pensamento não
está no aqui, no agora; está mais além, no longo prazo. E a Teosofia e o SerAtento
têm uma participação real nisso.”
O seguinte testemunho veio do interior de Minas
Gerais:
“Os estudos
e diálogos promovidos pelo Ser Atento, o autoconhecimento e a
auto-responsabilidade nos permite caminhar em solo firme, fortalece o nosso
interesse pela Teosofia, sua compreensão e sua prática. Muitos desdobramentos,
dimensões, vastidões surgem a partir de nossa existência, das nossas reflexões.
A mente vai despertando e o campo das possibilidades avança como um impulso
determinador de futuras vivências e realidades. Assim vamos enfrentando nossa
existência e aos poucos descobrindo o seu sentido e a sua grandeza.”
E da região Centro-Oeste:
“Penso que a força real do Atento é a força da
veracidade que há em nosso trabalho e em nossas vidas. Qual é a relação entre o
que pensamos e o que dizemos? Qual a relação entre o que pensamos, sentimos,
dizemos e fazemos? Qual é nosso compromisso
com nossas próprias (boas) intenções? Somos realistas em nossas metas?
Estes pontos são fundamentais para que possamos calcular de fato e conhecer a
força real do SerAtento - e do nosso
trabalho como um todo.”
Finalizo com palavras de um teosofista que vive no
sul do país. Ele escreveu:
“Atentos no dia-a-dia, poderemos olhar para trás e
verificar o quanto este processo foi verdadeiramente alquímico na nossa vida, e
veremos com clareza as mudanças, e principalmente o quanto ainda precisamos
caminhar. Só com o apoio solidário e cooperativo dos corações e mentes de todos
os atentos, poderemos nos tornar mais úteis a todos os seres.”
NOTAS:
[1] Fragmentos de “A Arte de Estudar Teosofia”, de
Carlos Cardoso Aveline, link direto - http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=1157 .
[2] Veja “O Que é o SerAtento”,
texto assinado por Um Estudante de Teosofia, link direto http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=977
.
[3] Artigo “A
Egrégora do E-grupo SerAtento”, em “O Teosofista” de Fevereiro de 2011, link direto http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=1105
.
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Visite
sempre www.Filosofiaesoterica.com ,
www.TeosofiaOriginal.com e www.VislumbresdaOutraMargem.com
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Para
ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br e pergunte como é possível acompanhar o
trabalho do e-grupo SerAtento.
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28 de Agosto de 2011
26 de Agosto de 2011
Aúdio: O Dilema da Ação Ética
A Arte de Transformar a Boa
Intenção em Ações Efetivamente Corretas
Carlos Cardoso Aveline
O áudio a seguir - com duração de 15 minutos - reproduz parte de um seminário realizado no Instituto Renascer da Consciência, em Minas Gerais, em janeiro de 2010.
No seminário, de 12 horas-aula, foi feito um estudo comparado entre as tradições de sabedoria do Oriente e do Ocidente.
No presente áudio é examinado o chamado “dilema de S. Paulo” (“Romanos”, VII, 15-19):
“... Porque não faço o bem que quero fazer, mas o mal que não quero, esse eu faço.”
A resposta a este dilema está presente em obras filosóficas mais antigas que o cristianismo.
Ouça também:
Aúdio: O Brasil e a Transição Planetária
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Para ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br , perguntando como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.
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Seminário Teosófico,
Teosofia
24 de Agosto de 2011
23 de Agosto de 2011
FIM DO ABUSO ANIMAL EM CIDADE ESPANHOLA
Nas festas de
Mataelpino, nos arredores de Madrid ,
os touros foram substituídos por uma bola gigante que "persegue" as
pessoas rua abaixo.
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Ler notícia aqui:
A TAREFA À NOSSA FRENTE
O Propósito Essencial do Movimento
Teosófico Vai Muito Além do Curto Prazo
Carlos Cardoso Aveline
“A alma do
ser humano é imortal,
e o seu futuro
é o futuro de algo cujo
crescimento e
esplendor não têm limites.”
(“The Idyll of the White
Lotus”, M. Collins,
Cap. 8, p. 114, Quest Books, 1974. Há uma
tradução menos precisa da frase na edição
brasileira,
“O Idílio do Lótus Branco”, Ed. Pensamento, p.
83)
“….. Digam-me
se sou demasiado otimista
quando afirmo
que se ... [o Movimento Teosófico]
sobreviver e
permanecer leal à sua missão e aos seus
impulsos originais
ao longo dos próximos cem anos,
digam-me,
repito, se vou demasiado longe ao
asseverar que,
então, a Terra será um paraíso no
século vinte
e um, se comparada com o que é agora! ”
(Frase final de H.P. Blavatsky na obra
“A Chave da Teosofia”, publicada em 1889.)
No último
parágrafo de “A Chave da Teosofia”, Helena P. Blavatsky vê uma relação direta
entre a situação do movimento teosófico, de um lado, e a situação do carma
humano e da civilização da nossa humanidade, de outro. O movimento é para ela um fator causal. O estado
da civilização pertence ao mundo dos efeitos.
A
importância oculta da afirmação de H. P. B. é grande. Ela revela a natureza
magnética do vínculo entre o movimento teosófico e a humanidade. O movimento é um processo coletivo, dinâmico,
não-burocrático, que possui sementes ativas de atividade buddhi-manásica, isto
é, de consciência universal, impessoal, transcendente, eterna.[1] A humanidade é a terra na qual as sementes são
lançadas. Se o tipo correto de grão é semeado
de modo eficiente, no tempo devido começará a colheita.
A
frase de H. P. B. menciona a responsabilidade oculta do movimento em relação à
humanidade. O dever é invisível para o
mundo convencional, mas a tarefa para a qual ele aponta é inevitável, porque
faz parte do processo da evolução humana. Está, portanto, na própria essência do
movimento, na sua substância na luz astral, na sua aura.
O
fato de que ajudar a humanidade em seu conjunto é uma vocação central do
movimento teosófico é claramente colocado em várias passagens de “Cartas dos
Mahatmas” e de “Cartas dos Mestres de Sabedoria”.[2] A ideia também está registrada no primeiro objetivo
do movimento, que é “criar um núcleo da fraternidade universal”.
É
verdade que um número variável de indivíduos poderá negar - mais em suas ações
práticas do que em palavras - que este é o propósito central do movimento. Há
aqueles que se comportam como se este dever sagrado fosse apenas um slogan
de propaganda e uma frase bonita a ser repetida para impressionar o público.
No
entanto, o movimento só pode ter vida interna real na medida em que se mantiver
em harmonia com sua própria natureza magnética, cuja substância é feita de ética
e sabedoria.
A
vitalidade do movimento é independente do seu poder material ou do número maior
ou menor de seus associados.
Se
em uma ocasião qualquer o movimento tem menos vitalidade do que deveria e alguém
busca identificar a fonte do problema, bastará examinar a quantidade de
motivação altruísta que há em seus membros. Neste exame, porém, o observador
deve começar verificando o seu próprio grau de altruísmo.
Quando
na balança das motivações a intenção altruísta é fraca, a meta de longo prazo é
esquecida e o movimento passa a ter uma sub-existência. Então ele cai numa vida
vegetativa, e seus membros se refugiam na rotina, nos rituais, na tradição
cega, ou na busca de “novidades” instantâneas.
Para
o cumprimento da sua tarefa de longo prazo, o movimento necessita de indivíduos
que tomem medidas práticas para expandir os seus Antahkaranas, ampliando
o contato com os seus eus superiores ou almas espirituais. Isso
requer auto-disciplina. Mas é deste modo
que eles se capacitam para assumir de fato sua co-responsabilidade pelo futuro
humano.
O
número aritmético de tais indivíduos é de importância secundária. Em geral, um
único cidadão decidido ajuda mais do que milhares de cidadãos indecisos. No
entanto, a decisão da alma não pode ser apressada. Tudo tem o seu ritmo natural. Uma caminhada
de dez mil quilômetros começa com o primeiro passo.
Os
Poucos que trabalham pela
humanidade podem estimular o despertar interior de muitos outros. Este processo está ocorrendo em escala
mundial, mas sua rapidez depende do Carma. O progresso humano se dá por
milênios. Embora o despertar tenha começado a tomar impulso e ganhar velocidade
em 1875, os seus resultados não são necessariamente visíveis, ainda.
Para
os estudantes de teosofia original, é um privilégio estimular o processo pelo
qual um número crescente de indivíduos se harmoniza com os novos tempos,
marcados pela necessidade de auto-responsabilidade e de cooperação sem
fronteiras, em escala planetária. Há
desafios, é claro. Para alcançar sua
meta, o movimento esotérico deverá superar o apego à rotina. Isso não ocorre da
noite para o dia. Visto coletivamente e a longo prazo, este esforço vai abrindo espaço para o surgimento do sexto
tipo ou etapa evolutiva da atual humanidade.
Na
obra “A Doutrina Secreta”, este tipo humano é chamado de “sexta-sub-raça
da quinta raça-raiz”.
A
palavra “raça”, aqui, abrange pessoas de diferentes cores de pele, povos, classes
sociais, culturas e etnias, e se refere a características de muito longo
prazo. O novo “tipo” ou “sub-raça” da
atual raça-raiz estará apto para viver conscientemente a fraternidade
universal. O respeito à vida é uma chave para chegar a
esta consciência. Os cidadãos pioneiros do futuro reconhecem a
fraternidade universal como uma lei e um fato, e trabalham para que a prática
do fratricídio seja abandonada no momento certo.
O
dharma dos teosofistas não é fazer um esforço para impedir mudanças geológicas
graves através de ativismo ou militância social.
É
verdade que os efeitos das mudanças climáticas e ambientais serão menos dramáticos
se a consciência planetária e ecológica expandir-se mais rapidamente. Esta é
uma meta nobre a ser apoiada. Mas os ciclos geológicos são inevitáveis. Eles fazem
parte da evolução humana e planetária e constituem uma necessidade. O dever teosófico é alcançar uma compreensão dos
desafios geológicos atuais desde o ponto de vista da filosofia esotérica, e
partilhar esta compreensão de modo a acelerar o despertar interno da
humanidade.
O
planeta é setenário. Os sete níveis da sua consciência estão inevitavelmente
interligados, e na primeira metade do século 21 já é possível perceber que está
ocorrendo uma transição multidimensional.
Graças
à sua filosofia universalista, o movimento esotérico opera, ou deveria operar,
em níveis superiores da mente da humanidade. No entanto, as suas velhas estruturas
e formas de ação estão se tornando disfuncionais. Os novos métodos de agir ainda
não apareceram, ou estão na primeira fase do seu surgimento.
A
perda de vitalidade das formas antigas do trabalho teosófico se expande
simultaneamente com a crise externa da civilização materialista. Estes dois
processos ocorrem ao lado da aceleração dos eventos geológicos por toda parte.
Está
tudo sincronizado no processo da vida planetária. O desafio é agir
construtivamente, de dentro para fora, de modo pioneiro. Cada estudante deve
decidir por si, enquanto ajuda e é ajudado pelos seus colegas de caminhada.
Ao
refletir sobre o princípio estabelecido por H. P. B. no parágrafo final de “A Chave da Teosofia”, podemos escolher
duas questões para meditação e contemplação:
*
Há mesmo uma relação de causa e efeito entre, A) o processo de preservação e expansão do movimento teosófico de
acordo com o seu Impulso Original, e B)
a necessária auto-renovação da civilização atual em direção à ética universal e
ao altruísmo?
*
Qual é a melhor maneira pela qual cada um de nós, e todos nós, podemos TENTAR
ser úteis neste processo unificado e permanente de criação, preservação e
renovação, que ocorre a longo prazo e principalmente no plano causal?
NOTAS:
[1] No sentido
essencial, o movimento teosófico abrange todas as pessoas de boa vontade que transcendem
os sectarismos religiosos, nacionais, políticos ou filosóficos, percebendo a
sabedoria universal e procurando vivenciá-la.
Há teosofistas que não pertencem a qualquer associação teosófica, e há
membros das sociedades teosóficas que não são teosofistas.
[2] As duas
obras estão publicadas pela Editora Teosófica, de Brasília. No website
www.FilosofiaEsoterica.com ,
pode-se ler “A Carta do Grande Mestre”,
que tem como nome de autor “Um Mahatma dos Himalaias” e é facilmente encontrada
ali pela Lista de Textos por Autor, ou pela Lista de Textos por Ordem
Alfabética.
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Visite
sempre www.FilosofiaEsoterica.com
, www.TeosofiaOriginal.com e www.VislumbresdaOutraMargem.com
.
Para
ter acesso a um estudo diário da teosofia clássica, escreva a lutbr@gmail.com e pergunte como é possível acompanhar o
trabalho do e-grupo SerAtento.
Em
língua inglesa, visite www.TheosophyOnline.com , www.Esoteric-Philosophy.com
.
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21 de Agosto de 2011
UMA VERDADE INCONVENIENTE IGNORADA PELO DARWINISMO
Neste pequeno vídeo, Noam Chomsky
fala sobre os prejuízos do darwinismo social, sobre o qual a civilização
moderna está estabelecida. Herbert
Spencer foi o primeiro a cunhar a expressão “a sobrevivência dos mais aptos”. Contrapondo
a esta concepção errada da sociedade, Chomsky lembra as convenientemente ignoradas
formulações de Piotr Kropotkin, que apontam para o papel fundamental que a
cooperação desempenha na evolução.
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“As civilizações começam no pensamento. As bases do futuro não são
físicas, mas mentais.
O que é que
necessita ser mudado exatamente? O que há de errado com a sociedade atual?
A árvore se mede
pelos frutos. A visão Igrejista de mundo – como podemos ver
pela história dos últimos 15 séculos – contraria o ideal do Jesus do Novo
Testamento e produz guerras, injustiça, intolerância e,
paradoxalmente, um materialismo destituído de alma.
“Por
outro lado, a visão darwinista da vida encerra um longo ciclo histórico
com um materialismo consumista baseado na ideia da competição pura e
simples. O darwinismo
compete com o Igrejismo para dar a base filosófica da civilização atual,
e busca legitimar-se com base na ideia 'cientifica' da competição. Mas
para afirmar-se o darwinismo necessitou e ainda necessita
ignorar uma verdade inconveniente. O fato
incômodo é que a ajuda mútua constitui o grande fator da
evolução em todos os reinos da natureza. A competição é um fator menor e
complementar. Como
demonstrou Piotr Kropotkin, a regra geral é o apoio mútuo e a
complementariedade entre os indivíduos e entre as espécies.
No plano social,
uma civilização mais conscientemente solidária pode emergir de
uma filosofia e de uma visão de mundo universais. A filosofia teosófica
não supera apenas os dogmas irracionais impostos pelas
Igrejas. Ela resgata parte do pensamento de Kropotkin a
respeito da evolução humana, e faz isso a partir de uma proposta
abrangente da vida no planeta e no cosmo. A teosofia supera a visão
fragmentária do darwinismo, e ensina a lei da fraternidade entre todos os
seres. Esta lei é uma consequência da lei do carma. A vida entre irmãos
nem sempre é fácil, como
se sabe. Mas isso não nega o fato da fraternidade, nem elimina o fato de
que a solidariedade é a regra. A competição – quando deixa de ser um
fator secundário e passa a ser visto como
principal – leva à destruição mútua. E isso não é bom.”
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Excerto do texto “Nem
Darwin, Nem Igrejas”, publicado no website www.FilosofiaEsoterica.com .
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Ler:
Ciência Materialista e Dogma Religioso
São Os Dois Lados De Uma Moeda Falsa
18 de Agosto de 2011
A CAUSA PRINCIPAL DE MUITOS MALES
Em 1882, um Raja-Iogue dos Himalaias escreveu o seguinte, ao falar dos males que afligem a Humanidade:
“E agora, assinalarei o maior de todos, a causa principal de quase dois terços desses males que afligem a humanidade desde que essa causa se converteu num poder. Trata-se da religião - sob qualquer forma e em qualquer nação. É a casta sacerdotal, o clero e as igrejas. É nestas ilusões, que o homem tem por sagradas, onde deve buscar-se a origem de tal quantidade de males que são o grande açoite da humanidade e que ameaçam asfixiá-la. A ignorância criou os Deuses e a astúcia se aproveitou da oportunidade. Olhe-se a Índia e olhe-se a Cristandade e o Islão, o Judaísmo e o Fetichismo.
É a impostura dos sacerdotes o que fez a estes Deuses tão terríveis para o homem; é a religião o que faz dele um beato egoísta, um fanático que odeia a toda a humanidade que não pertença à sua própria seita, sem que, por isso, se torne melhor nem mais moral. É a crença em Deus e nos Deuses que converte dois terços da humanidade em escravos do punhado daqueles que a enganam, sob o falso pretexto de salvá-la. Não é o homem - que sempre está pronto para cometer todo o tipo de crimes se se disser que o seu Deus ou os Deuses o pedem - a vítima propiciatória de um Deus ilusório, aviltado escravo dos seus temidos sacerdotes? O camponês italiano, o irlandês ou o eslavo passarão necessidades e verão a sua família faminta e nua, para poder oferecer alimento e vestido ao seu sacerdote e ao Papa. Durante dois mil anos, a Índia suportou o peso das castas, enquanto que só os brâmanes viviam na opulência; na actualidade, os seguidores de Cristo e de Maomé digladiam-se mutuamente em nome e para maior glória dos seus mitos respectivos. Tenhamos presente que toda miséria humana jamais diminuirá até ao dia em que a melhor parte da humanidade destrua, em nome da Verdade, da moralidade e do amor universal, os altares dos seus falsos deuses.”[1]
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[1] “Cartas dos Mahatmas para A.P.Sinnett”, Editora Teosófica, Brasil, 2001
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O Tempo Para Agir É Agora! - Um Inspirador Discurso de Bill Mckibben
Em Abril de 2011, diante de 10.000 jovens o conhecido activista, autor e ecologista Bill Mckibben proferiu um poderoso discurso, uma visão inspiradora e um urgente chamado para a acção!
"We fight not just for ourselves; we fight for the beauty of this place, for the cool trout streams and deep spruce woods, for chilly fog rising off the Pacific, and deep snow quieting the mountains. We fight for all the rest of creation that shares this planet with us, a creation so rich, that we don't even know half the species on earth that we're wiping out."
Vale a pena ouvir com atenção!
Leia os textos da secção:
16 de Agosto de 2011
O GRANDE PARADOXO
Viver no Eterno e Vigiar o que é Momentâneo
Helena P. Blavatsky
é um símbolo do
egoísmo espiritual. Ela tem que
ser derrotada
por Hércules, o candidato à Iniciação.
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O texto acima foi publicado pela primeira vez
em 1887. É traduzido
de “Collected Writings of
H.P. Blavatsky”, TPH, India/USA, volume VIII,
pp. 125-129. Título
original: “The Great Paradox”.
Alguns estudantes consideram “O Grande Paradoxo”
um dos textos mais importantes da filosofia esotérica.
(C. C. A.)
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O paradoxo parece ser
a linguagem natural do Ocultismo. Mais
do que isso, ele parece penetrar profundamente
no coração das coisas, e assim parece ser inseparável de qualquer tentativa de
colocar em palavras a verdade, a realidade que está na base das aparências externas
da vida.
E o paradoxo acontece não somente nas palavras, mas na ação, na própria
conduta da vida. Os paradoxos do ocultismo devem ser vividos, não falados
apenas. Aqui reside um grande perigo, porque é muito fácil perder-se na
contemplação intelectual do caminho, e assim esquecer-se de que a estrada só
pode ser conhecida quando se caminha por ela.
Um paradoxo assustador se apresenta ao estudante já no início e o
confronta assumindo novas e estranhas formas em cada curva do caminho. Talvez
esse estudante tenha procurado o caminho desejando uma orientação, uma regra sobre
o que é certo para a conduta em sua vida.
Ele aprende que o alfa e o ômega, o começo e o final da vida
é altruísmo; e ele sente a verdade da afirmação de que somente na profunda
inconsciência do auto-esquecimento a verdade e a realidade do ser podem
revelar-se ao seu coração sedento.
O estudante aprende que esta é a lei única do ocultismo, ao mesmo tempo
a ciência e a arte do viver, o guia para a meta que ele deseja alcançar. Ele
está cheio de entusiasmo e entra bravamente na trilha da montanha. Então ele descobre
que seus instrutores não encorajam seus vôos ardentes de sentimento, seu anseio
pelo Infinito que o faz esquecer de tudo
– no plano externo e factual de sua vida e sua consciência. Pelo menos, se não eliminam
seu entusiasmo, eles lhe apontam, como primeira e indispensável tarefa, vencer
e controlar seu corpo. O estudante descobre que, longe de ser
encorajado a viver nos pensamentos sublimes de seu cérebro e fantasiar que
alcançou o éter onde está a verdadeira liberdade - com o esquecimento de seu corpo, suas ações
exteriores e sua personalidade - a ele são atribuídas tarefas muito mais terrenas.
Toda a sua atenção e vigilância são requeridas no plano exterior; ele não deve
nunca se esquecer de si mesmo, nunca descuidar de seu corpo, sua mente, seu
cérebro. Ele deve aprender a controlar a expressão de cada detalhe, verificar a
ação de cada músculo, dominar o mais leve movimento involuntário. A vida diária
à sua volta e dentro dele mesmo é assinalada como objeto do seu estudo e da sua
observação. Em vez de esquecer o que geralmente é chamado de banalidades,
pequenos descuidos e erros acidentais da língua e da memória, ele é forçado a
tornar-se, a cada dia, mais consciente desses lapsos até que, finalmente, eles
parecem envenenar o ar que ele respira e
sufocá-lo; até que ele parece perder a visão,
e o contato, com o grande mundo de liberdade pelo qual está
lutando; até que cada hora e cada dia
parecem cheios do amargo sabor do eu, e
seu coração sente-se doente com a dor e a luta do desespero. E a escuridão fica ainda mais profunda porque a
voz interior grita incessantemente: “Esqueça de si mesmo. Cuidado, do contrário
você se torna auto-centrado - e a erva
gigante do egoísmo espiritual firmemente se enraizará em seu coração; cuidado,
cuidado, cuidado!”
A voz leva seu coração até suas profundezas, porque ele sente que as
palavras são verdadeiras. Sua batalha diária e contínua o ensina que estar auto-centrado
é a fonte do sofrimento, a causa da dor, e sua alma está cheia de desejo de
liberdade.
Assim, o discípulo é tomado pela dúvida. Ele confia em seus
instrutores, porque sabe que através deles fala a mesma voz que ele ouve em seu
coração. Mas agora eles dizem palavras contraditórias; a voz interna, a única, recomenda
esquecer de si mesmo totalmente, em prol da humanidade; a outra, a palavra
falada por aqueles de quem ele busca orientação, recomenda primeiro dominar seu
corpo, seu eu exterior. E a cada hora
ele vê mais claramente como é difícil aquela batalha com a Hidra, e vê sete
cabeças crescerem novamente no lugar de cada uma que ele decepou.
No começo ele oscila entre as duas coisas, ora obedecendo a uma, ora
obedecendo à outra. Mas logo ele aprende que isso é infrutífero. Porque o
sentido de liberdade e leveza que no princípio vem quando ele deixa seu eu
externo sem vigilância para que possa procurar internamente ar puro, logo perde
sua intensidade e um choque repentino lhe revela que ele escorregou, e caiu, no
caminho que vai montanha acima. Então, em desespero, ele se lança sobre a
traiçoeira serpente do eu e luta para sufocá-la até a morte; mas seus anéis
espiralados, sempre fugidios, evitam suas mãos; as tentações insidiosas de suas
escamas brilhantes cegam sua visão e, novamente, ele se envolve no turbilhão da
batalha que o vence dia a dia e que, finalmente, parece preencher o mundo
inteiro e apaga tudo o mais, exceto sua consciência.
Ele está cara a cara com um paradoxo esmagador, cuja solução deve ser
vivida antes que possa ser realmente entendida.
Em suas horas de meditação silenciosa, o estudante descobrirá que há um
espaço de silêncio dentro de si, em que ele pode se refugiar dos pensamentos e
desejos, do turbilhão dos sentidos, e das ilusões da mente. Mergulhando sua
consciência profundamente em seu coração, ele pode alcançar este lugar - a
princípio, somente quando ele está sozinho em silêncio e na escuridão. Mas
quando a necessidade de silêncio cresce, ele o procurará mesmo no meio da
batalha com o eu, e o encontrará. Ele apenas não deve abandonar seu eu exterior
nem seu corpo. Deve aprender a retirar-se em sua cidadela quando a batalha se
torna árdua; mas precisa fazê-lo sem perder de vista a batalha; sem se permitir
fantasiar que assim ele vencerá. Essa vitória só se ganha quando tudo é
silêncio fora e dentro da cidadela interior. Lutando desse modo, de dentro do
silêncio, o estudante descobrirá que resolveu o primeiro grande paradoxo.
Mas o paradoxo ainda o segue. Quando ele consegue retirar-se para
dentro de si mesmo, ele busca lá apenas refugiar-se da tempestade em seu
coração. E quanto mais ele luta para controlar as ondas de paixão e desejo,
mais ele compreende que gigantescos poderes ele jurou vencer. Ele ainda se
sente, quando não está em silêncio, muito parecido com as forças da tempestade.
Como sua força insignificante pode competir com esses tiranos de natureza
animal?
Esta pergunta é difícil de responder em palavras diretas - caso haja uma
resposta para ela. Mas a analogia pode apontar o caminho onde a solução será procurada.
Ao respirar, colocamos uma certa quantidade de ar nos pulmões e, com isto,
podemos imitar em pequena escala o poderoso vento do céu. Podemos produzir uma
fraca imagem da natureza: uma tempestade em copo d’água, uma brisa para soprar
ou mesmo afundar um barco de papel. E podemos dizer: “Eu faço isso, isso é minha
respiração”. Mas não podemos soprar nossa respiração contra um furacão,
menos ainda prender o vento em nossos pulmões. No entanto, os poderes do céu
estão dentro de nós; a natureza das inteligências que guiam a força do mundo estão unidas à nossa natureza, e se
entendermos isso e nos esquecermos de nosso eu exterior, esses ventos poderão
ser nossos instrumentos.
Assim é na vida. Enquanto o homem apegar-se ao seu eu exterior - e
apegar-se a cada forma que ele assume quando sua “pele mortal” é deixada de
lado - ele estará tentando afastar um furacão com o sopro de seus pulmões. Tal esforço
é inútil e vão; porque os grandes ventos da vida, cedo ou tarde, o dominarão. Mas
se ele mudar sua atitude [1] dentro de si mesmo, se ele agir sabendo
que seu corpo, seus desejos, suas paixões e seu cérebro não são ele mesmo - embora
ele esteja a cargo deles e seja responsável por eles -; se tentar lidar com eles como partes da
natureza, então poderá ter a esperança de tornar-se uno com as grandes marés do
ser, e de alcançar, finalmente, o lugar pacífico do auto-esquecimento.
NOTA:
[1]
No original do artigo publicado em 1887 e em subseqüentes edições em inglês,
temos “altitude” ao invés de “attitude”. Este deve ser um erro de
revisão de 1887. Também é
possível que se trate de um erro ao ler o original manuscrito de H.P. B., em
que o primeiro “t” de “attitude” tenha
sido lido como “l”. (C. C. A.)
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teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br
e pergunte como é possível acompanhar o
trabalho do e-grupo SerAtento.
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