A Vida é Dual e Encontra a Paz no
Equilíbrio
Carlos Cardoso
Aveline
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O texto a seguir foi publicado
pela primeira vez sem indicação
de nome de autor no boletim eletrônico
“O
Teosofista” edição de janeiro de 2012.
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Um eixo simétrico é como o fiel de uma
balança. Ao redor dele há fatores diferentes e proporcionais, que compensam uns
aos outros.
A simetria é a
expressão geométrica do equilíbrio e da justiça. E tudo é simétrico no universo
e no caminho espiritual: os exemplos disso são inumeráveis. Há um eixo
simétrico entre os dois hemisférios cerebrais do ser humano, e outro eixo que
estabelece o equilíbrio entre o mundo sutil e o mundo manifestado.
Quanto maior a
sabedoria, maior a serenidade. O
equilíbrio também pode ser descrito na ordem inversa. Quanto maior a
ignorância, menor a sabedoria. Quanto maior o discernimento, menor a
imprudência. Mas todos os fatores se equilibram.
No plano físico,
a terceira lei de Newton - da ação e da reação - é a lei da simetria. No plano
moral, virtudes opostas e complementares, como a coragem e a prudência, ou a
generosidade e o discernimento, encontram seu ponto de equilíbrio no eixo
simétrico que as une e as distingue. Existe também um eixo simétrico na relação
entre os Mestres de Sabedoria e os estudantes de filosofia esotérica, e um raja-iogue
dos Himalaias escreveu no século 19:
“Cada passo dado
por alguém em nossa direção nos forçará a dar outro passo em direção a ele”.[1]
O mesmo tipo de
equilíbrio ocorre em cada aspecto da vida. A existência de eixos simétricos no
mundo sutil está relacionada à proporção harmoniosa de todas as coisas, que corresponde
à Lei do Carma e da Justiça.
O chamado círculo
de Pascal [2] define o universo como
“um círculo cuja circunferência não está em parte alguma, e cujo centro está em
todas as partes”. Cada “centro” do
universo, podemos acrescentar, é um ponto de simetria que une dois raios, iguais
e opostos entre si.
O Equilíbrio Entre Plantar e Colher
Quando dizemos “O que se planta, se colhe”, estamos
falando de um processo que é simétrico. Existe uma simetria mágica entre nascer
e morrer, entre a infância e a velhice, entre o céu e a terra, o espiritual e o
material. O casal humano forma um todo simétrico, e por isso pode gerar vida
nova. Em qualquer situação dada, quando encontramos o eixo de simetria, alcançamos
a compreensão, a plenitude, e a paz.
No círculo do zodíaco, cada signo tem o seu oposto
simétrico. As virtudes e lições de cada signo existem de modo simétrico e
proporcional em relação às lições e virtudes do signo diretamente oposto. Peixes
ensina a percepção do todo, e Virgo ensina a percepção do detalhe. Touro ensina a estabilidade, e Escorpião ensina
a transmutação. Em Áries aprendemos a
iniciativa e a luta, e em Libra aprendemos a harmonização que busca a justiça. Sagitário
dá lições sobre unidirecionalidade, e Gêmeos dá lições sobre flexibilização. Capricórnio
transmite a disciplina e o rigor do mestre Saturno; e Câncer transmite o amor e
a sensibilidade da Lua. Leão nos mostra como reunir; Aquário nos mostra como
libertar e como ser independente.
Precisamos de todas estas lições. Por isso a alma humana faz uma peregrinação habitando sucessivamente cada casa ou “mansão” energética do céu, e assim aprende com cada um dos pontos de vista, até conhecer o centro da roda da vida universal.
O corpo humano tem a coluna vertebral como seu eixo simétrico. O que está à esquerda é proporcional ao que está à direita. E cada ser humano é um resumo do planeta e do sistema solar. O eixo da Terra é um eixo simétrico. O movimento diário da Terra em torno do seu próprio eixo faz com que seja renovado continuamente o contato do planeta com as forças morais e espirituais que governam o sistema solar. O movimento anual da Terra em torno do Sol também possui um eixo simétrico, e ele se reflete, como vimos, nos pares de opostos do zodíaco. Tudo o que há no universo se desenvolve criativamente de acordo com a lei da simetria, cujo nome mais popular é lei do carma.
Precisamos de todas estas lições. Por isso a alma humana faz uma peregrinação habitando sucessivamente cada casa ou “mansão” energética do céu, e assim aprende com cada um dos pontos de vista, até conhecer o centro da roda da vida universal.
O corpo humano tem a coluna vertebral como seu eixo simétrico. O que está à esquerda é proporcional ao que está à direita. E cada ser humano é um resumo do planeta e do sistema solar. O eixo da Terra é um eixo simétrico. O movimento diário da Terra em torno do seu próprio eixo faz com que seja renovado continuamente o contato do planeta com as forças morais e espirituais que governam o sistema solar. O movimento anual da Terra em torno do Sol também possui um eixo simétrico, e ele se reflete, como vimos, nos pares de opostos do zodíaco. Tudo o que há no universo se desenvolve criativamente de acordo com a lei da simetria, cujo nome mais popular é lei do carma.
NOTAS:
[1] “Cartas dos Mahatmas
Para A. P. Sinnett”, Ed. Teosófica, volume II, Carta 136, p. 317.
[2] Que na
verdade foi enunciado pela primeira vez por Nicolau de Cusa, segundo H. P.
Blavatsky destaca em “A Doutrina Secreta”.
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trabalho do e-grupo SerAtento.
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