13 de Fevereiro de 2012

A LEI DA SIMETRIA



A Vida é Dual e Encontra a Paz no Equilíbrio


Carlos Cardoso Aveline




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O texto a seguir foi publicado
pela primeira vez sem indicação
de nome de autor no boletim eletrônico
O Teosofista”, edição de janeiro de 2012.

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Um eixo simétrico é como o fiel de uma balança. Ao redor dele há fatores diferentes e proporcionais, que compensam uns aos outros. 

A simetria é a expressão geométrica do equilíbrio e da justiça. E tudo é simétrico no universo e no caminho espiritual: os exemplos disso são inumeráveis. Há um eixo simétrico entre os dois hemisférios cerebrais do ser humano, e outro eixo que estabelece o equilíbrio entre o mundo sutil e o mundo manifestado.

Quanto maior a sabedoria, maior a serenidade.  O equilíbrio também pode ser descrito na ordem inversa. Quanto maior a ignorância, menor a sabedoria. Quanto maior o discernimento, menor a imprudência. Mas todos os fatores se equilibram.  

No plano físico, a terceira lei de Newton - da ação e da reação - é a lei da simetria. No plano moral, virtudes opostas e complementares, como a coragem e a prudência, ou a generosidade e o discernimento, encontram seu ponto de equilíbrio no eixo simétrico que as une e as distingue. Existe também um eixo simétrico na relação entre os Mestres de Sabedoria e os estudantes de filosofia esotérica, e um raja-iogue dos Himalaias escreveu no século 19:

“Cada passo dado por alguém em nossa direção nos forçará a dar outro passo em direção a ele”.[1]

O mesmo tipo de equilíbrio ocorre em cada aspecto da vida. A existência de eixos simétricos no mundo sutil está relacionada à proporção harmoniosa de todas as coisas, que corresponde à Lei do Carma e da Justiça. 

O chamado círculo de Pascal [2] define o universo como “um círculo cuja circunferência não está em parte alguma, e cujo centro está em todas as partes”.  Cada “centro” do universo, podemos acrescentar, é um ponto de simetria que une dois raios, iguais e opostos entre si.  

O Equilíbrio Entre Plantar e Colher

Quando dizemos “O que se planta, se colhe”, estamos falando de um processo que é simétrico. Existe uma simetria mágica entre nascer e morrer, entre a infância e a velhice, entre o céu e a terra, o espiritual e o material. O casal humano forma um todo simétrico, e por isso pode gerar vida nova. Em qualquer situação dada, quando encontramos o eixo de simetria, alcançamos a compreensão, a plenitude, e a paz.

No círculo do zodíaco, cada signo tem o seu oposto simétrico. As virtudes e lições de cada signo existem de modo simétrico e proporcional em relação às lições e virtudes do signo diretamente oposto. Peixes ensina a percepção do todo, e Virgo ensina a percepção do detalhe.  Touro ensina a estabilidade, e Escorpião ensina a transmutação.  Em Áries aprendemos a iniciativa e a luta, e em Libra aprendemos a harmonização que busca a justiça. Sagitário dá lições sobre unidirecionalidade, e Gêmeos dá lições sobre flexibilização. Capricórnio transmite a disciplina e o rigor do mestre Saturno; e Câncer transmite o amor e a sensibilidade da Lua. Leão nos mostra como reunir; Aquário nos mostra como libertar e como ser independente.

Precisamos de todas estas lições. Por isso a alma humana faz uma peregrinação habitando sucessivamente cada casa ou “mansão” energética do céu, e assim aprende com cada um dos pontos de vista, até conhecer o centro da roda da vida universal.

O corpo humano tem a coluna vertebral como seu eixo simétrico. O que está à esquerda é proporcional ao que está à direita. E cada ser humano é um resumo do planeta e do sistema solar. O eixo da Terra é um eixo simétrico. O movimento diário da Terra em torno do seu próprio eixo faz com que seja renovado continuamente o contato do planeta com as forças morais e espirituais que governam o sistema solar. O movimento anual da Terra em torno do Sol também possui um eixo simétrico, e ele se reflete, como vimos, nos pares de opostos do zodíaco. Tudo o que há no universo se desenvolve criativamente de acordo com a lei da simetria, cujo nome mais popular é lei do carma.

NOTAS:

[1] “Cartas dos Mahatmas Para A. P. Sinnett”, Ed. Teosófica, volume II, Carta 136, p. 317.

[2] Que na verdade foi enunciado pela primeira vez por Nicolau de Cusa, segundo H. P. Blavatsky destaca em “A Doutrina Secreta”.

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