3 de Março de 2012

O BRASIL E A FORÇA DO PENSAMENTO



 O Despertar de Uma Possibilidade Revolucionária


Carlos Cardoso Aveline


[A ideia central do texto que aqui reproduzimos
aplica-se tanto ao Brasil, a Portugal, como a qualquer
outro país do mundo. A cidadania ativa do século 21 inclui
a ideia revolucionária de que o pensamento é uma força
decisiva na regeneração de uma cidade, de uma nação e da humanidade.

--  Nota dos Editores do Vislumbres da Outra Margem]



“Os antigos afirmavam que qualquer idéia
será manifestada exteriormente se a nossa 
atenção estiver profundamente concentrada 
nela. Do mesmo modo, uma vontade 
intensa será seguida do resultado desejado.”

Helena P. Blavatsky, em 
“The Secret Doctrine”, Theosophy Co., vol. 
I, p. 293



Parece haver razões ―  mais fortes do que o mundo das aparências sugere ―  para que os cidadãos brasileiros de boa vontade pensem e meditem de modo construtivo sobre o futuro do país.  

Há evidências práticas de que é possível eliminar ou enfraquecer as fontes da corrupção e da violência ― mental, emocional e física ― através do uso consciente da força coletiva e combinada dos sentimentos de ética e boa vontade.
  
O recente filme “Quem Somos Nós?” (“What The Bleep Do We Know?”) conta uma experiência concreta que indica a força dos pensamentos e meditações produzidos coletivamente.  O filme, que pode ser encontrado nas locadoras,  revela um fato ocorrido no verão de 1993 na cidade de Washington, DC, Estados Unidos, na época conhecida por seus altos índices de violência. 

Ao longo de várias semanas, cerca  4.000 meditadores, vindos de diferentes regiões geográficas, meditaram diariamente sobre paz social, e fizeram isso durante longos períodos de tempo a cada dia, em Washington. Autoridades policiais acompanharam de perto a experiência. Os índices de criminalidade caíram em 25% no mesmo período da experiência.
  
O fato não foi surpresa para os organizadores do evento. Eles já haviam promovido vários eventos semelhantes, em menor escala, e por isso haviam antecipado precisamente uma queda de 25% no número de crimes ─  o que se confirmou.  

A verdade é que o poder real da visualização, inclusive em termos sociais, já foi confirmado experimentalmente, não só nesta ocasião mas em inúmeras outras.

O Guru Maha Rishi, que ficou famoso ao ensinar algo de Ioga aos Beatles nos anos 1970, dizia que se quatro ou cinco por cento da humanidade meditarem pela paz, não haverá mais guerras.   Isso pode ocorrer em um futuro não muito distante. 

O poder oculto da imaginação e da visualização também é abordado por Helena Blavatsky em sua obra monumental “Isis Sem Véu”, entre outros escritos.  A filosofia oriental chama esse poder da consciência humana de “Kriyashakti”. O que você visualiza, isso mesmo tende a ocorrer: somos o que pensamos. 

Essa verdade já é relativamente bem conhecida no seu aspecto individual, e hoje começa a chegar a hora de visualizar coletivamente o bem do nosso país ─  algo  que inclui, naturalmente, a necessidade de líderes políticos e administradores públicos honestos e cumpridores do seu dever.

Essa prática meditativa, se disseminada até um certo grau,  levará a chamada “consciência política e social” a um novo nível e a  um parâmetro mais avançado, coerente com a filosofia clássica e esotérica e com a sabedoria de todos os tempos.  

Não será preciso que ― como ocorre durante as Copas do Mundo de futebol ― todo o povo brasileiro “torça” pela vitória,  isto é, utilize intensamente a força do pensamento, visualizando o bem do seu país.   É claro que, assim como hoje o povo do Brasil usa a força do pensamento de modo pouco eficaz, com a esperança de obter metas futebolísticas e de escassa importância real, no futuro o mesmo povo poderá usar essa força para superar seus desafios culturais, econômicos, sociais e ambientais.  Mas isso talvez só ocorra em um futuro relativamente distante.

Em um primeiro momento, é suficiente que um número relativamente pequeno de brasileiros pense corretamente as questões sociais e políticas do país, e visualize  o bem do país com amplitude e nitidez. Isso fará com que se abram fissuras decisivas na massa de pensamentos e sentimentos negativos que hoje parece dominar a chamada “opinião pública”. Então o potencial positivo do país, que é ilimitado, despertará.

O pensamento crítico é indispensável, mas ele não é suficiente nem  pode substituir o pensamento positivo ou a ação construtiva, que são igualmente importantes. Combinados, estes três fatores provocam a vitória da justiça e da ética, que são as bases da paz social duradoura.   

Poucos duvidam, hoje, do fato de que o pensamento cria e dá forma à realidade, tanto individual quanto coletivamente.   As idéias conscientes e as imagens mentais subconscientes são fatores dinâmicos e poderosos na constante renovação da vida ao nosso redor. Embora na maior parte dos casos o cidadão não perceba as conseqüências práticas  da sua linha preferida de idéias e imagens mentais, o pensamento só ocorre “depois” dos fatos em uma dimensão secundária.  O pensamento ocorre, sobretudo, “antes” dos fatos. Ele abre o caminho para os acontecimentos. Ele lhes dá o rumo, conforme ensinam os primeiros versos da antiga escritura budista “Dhammapada”.

Assim, os tipos de pensamento coletivo que alimentamos, e dos quais participamos consciente ou inconscientemente, determinam como nos relacionamos hoje com a realidade política, social e econômica que nos rodeia.

Não é difícil perceber que há um potencial literalmente revolucionário na simples idéia de usar correta e responsavelmente o poder do pensamento, em escala coletiva.  A mente ― individual ou coletiva ― é como uma lente. Se estiver limpa e bem focada, permite uma boa visão da realidade e nos dá um sentido correto de orientação. Por isso, pode-se confiar em que haverá efeitos práticos,  se um número crescente de pessoas  passar a meditar, e a visualizar ― com calma sinceridade e de modo regular ―  um Brasil que será, por exemplo, no futuro próximo:

* eticamente correto;
* politicamente democrático e participativo;
* socialmente justo,
* ecologicamente sustentável; e
* economicamente equilibrado e solidário.
  
Sem pretensões messiânicas, esse país ajudará a construir uma civilização global que esteja baseada nos princípios da moderação, da simplicidade voluntária, da cooperação e da não-violência.      



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Para ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br  e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.

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